A forma mais comum de infecção meningocócica é a(o)
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Tema central: A questão aborda a forma mais comum de infecção pelo Neisseria meningitidis, agente etiológico da doença meningocócica. É fundamental distinguir entre colonização assintomática e doença invasiva.
Justificativa da alternativa correta (E):
A colonização assintomática da nasofaringe por N. meningitidis é extremamente prevalente, ocorrendo em 5-10% dos adultos saudáveis e valores ainda maiores entre adolescentes. Nessa condição, o indivíduo é carreador assintomático — isto é, abriga a bactéria sem sintomas clínicos, porém pode transmiti-la. Segundo o Guia de Vigilância em Saúde/MS: “A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda (...). A colonização da nasofaringe sem sintomas é comum, sendo o principal reservatório do agente.”
Do ponto de vista epidemiológico, a maioria dos contatos com a bactéria não evolui para doença invasiva; porém, carreador assintomático é fundamental para a manutenção e disseminação da meningite meningocócica na população.
Análise das alternativas incorretas:
A) Meningite. Embora a meningite meningocócica seja a manifestação mais comum da doença invasiva, ela não representa a forma mais comum de infecção pelo meningococo na população geral: a maioria permanece assintomática.
B) Sepse (meningococcemia aguda). Forma grave e com alta letalidade, porém menos frequente (quadro raro diante da alta taxa de portadores assintomáticos).
C) Pneumonia. A N. meningitidis pode causar pneumonia, mas é apresentação rara comparada às formas meníngea e séptica.
D) Meningococcemia crônica. Forma excepcional e atípica, definitivamente não responde pela maioria dos casos.
Estratégia para questões semelhantes: Observe termos como "forma mais comum" ou "mais frequente": pense sempre no cenário epidemiológico — muitas doenças infecciosas possuem prevalência maior em quadros assintomáticos do que sintomáticos. Pegadinhas frequentes envolvem trocar “doença” por “infecção”, como no presente item.
Bibliografia fundamental: Guia de Vigilância em Saúde (Ministério da Saúde, 2019), Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate, Sociedade Brasileira de Pediatria.
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