No período “Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chif...

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Ano: 2011 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: IF-AL Prova: COPEVE-UFAL - 2011 - IF-AL - Jornalista |
Q2933268 Português
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No período “Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece” (linhas 7-9), pode-se inferir, das afirmações abaixo, que

I. Em certos momentos, é preciso enfrentar os problemas, por maiores que sejam, sem se deixar abater.

II. É necessário, em determinadas situações, ficarmos diante da realidade que nos circunda, sem medo do que possa vir à tona posteriormente.

III. Independentemente do que acontecerá no futuro, o presente deve ser vivido intensamente.

Alternativas

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Tema da questão: Interpretação de texto por inferência, com apoio em metáforas/expressões idiomáticas (“pegar o touro pelos chifres”; “mergulhar para depois ver o que acontece”) e em marcadores discursivos (“Algumas vezes”, “para depois”).

Como interpretar essa frase: Substitua as metáforas por linguagem direta. “Pegar o touro pelos chifres” = enfrentar a situação de modo direto e corajoso. “Mergulhar para depois ver o que acontece” = agir mesmo sem ter todas as garantias, aceitando a incerteza dos resultados. O conector “Algumas vezes” sinaliza que isso vale em certas situações, não sempre. Já “para depois ver” indica ordem temporal: primeiro agir, depois avaliar.

Estratégia para a prova: Mapeie equivalências semânticas do enunciado para as alternativas: “algumas vezes” → “em determinadas situações”; “pegar o touro...” → “enfrentar diretamente”; “mergulhar para depois ver...” → “encarar a realidade e aceitar a incerteza”. Desconfie de itens que acrescentem ideias não ditas (ex.: intensidade de problemas, estado emocional, “viver intensamente”).

Gabarito: Letra C — somente a II é verdadeira.

Por que a II é correta: Ela traduz com fidelidade os núcleos de sentido: “em determinadas situações” corresponde a “Algumas vezes”; “ficarmos diante da realidade” corresponde a “pegar o touro pelos chifres”; “sem medo do que possa vir à tona posteriormente” decorre de “mergulhar para depois ver o que acontece”, isto é, agir apesar da incerteza. Não há exageros nem mudança de foco.

Por que as demais estão erradas:

I — Incorreta. Embora “enfrentar os problemas” aproxime-se de “pegar o touro pelos chifres”, a alternativa introduz dois acréscimos que o texto não traz: “por maiores que sejam” (grau/intensidade não mencionado) e “sem se deixar abater” (estado emocional não afirmado). Trata-se de extrapolação, o que invalida a inferência.

III — Incorreta. “Viver o presente intensamente” muda o foco para um conselho de hedonismo/carpe diem, que não está no enunciado. O trecho fala de enfrentamento e ação diante da incerteza, não de intensidade de vida.

Observações linguísticas úteis:metáfora e locução idiomática (cf. Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, sobre figuras semânticas). O segmento “é preciso” funciona como expressão impessoal com verbo “ser” + predicativo, típica em construções infinitivas: “É preciso pegar...” (concordância impessoal). Ortografia conferível no VOLP: “mergulhar”, “acontece”.

Pegadinhas a evitar: Não aceite alternativas que ampliem o escopo (“por maiores que sejam”), introduzam sentimentos não mencionados (“sem se deixar abater”) ou mudem o tema para “viver intensamente”. Priorize equivalências diretas com as palavras-chave do texto.

Você está no caminho certo! Treine sempre mapear metáforas para sentidos literais e conferir se a alternativa não adiciona elementos estranhos ao texto.

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