Paciente de 11 anos de idade, sexo masculino, foi
levado por sua mãe à consulta com odontopediatra
devido a queixas sobre a estética de seus dentes.
Ao exame clínico, foi observado que os incisivos
centrais superiores apresentavam diâmetro
mesiodistal maior no terço médio da coroa, com o
terço incisal se afunilando em direção à margem
incisal. Também foi observada alteração nos
segundos molares decíduos inferiores do paciente,
os quais se afunilavam em direção à superfície
oclusal que apresentava várias projeções
globulares desorganizadas, lembrando a
superfície de uma amora. Questionada sobre a
gravidez, a mãe não soube informar muita coisa,
pois a criança foi adotada e ela não recebeu
informações a respeito de seus pais biológicos. As
alterações dentárias descritas são denominadas
incisivos de Hutchinson e molares em amora,
considerados característicos da sífilis congênita.
Três achados diagnósticos são considerados
patognomônicos da sífilis congênita, sendo eles: