Apertar parafusos, desencapar fios, tricotar, operar motosse...
Apertar parafusos, desencapar fios, tricotar, operar motosserra etc. são atividades que obrigam o trabalhador a realizar movimentos com esforços estáticos e preensão prolongada de objetos, principalmente, com o punho estabilizado em flexão dorsal e nas pronossupinações com utilização de força. Levando em consideração as características dos movimentos realizados e relacionadas às atividades citadas, pode-se dizer que a doença mais provável de ser desenvolvida pelos trabalhadores que realizam estas atividades é :
Gabarito comentado
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Tema central da questão: São as lesões ocupacionais do membro superior relacionadas a movimentos repetitivos, uso de força e manutenção do punho em extensão, especialmente durante atividades laborais manuais.
Explicação da alternativa correta – A) Epicondilite do cotovelo:
As atividades citadas (apertar parafusos, desencapar fios, operar motosserra, tricotar) exigem movimentos repetidos de preensão e extensão do punho, frequentemente com esforço estático. Isso sobrecarrega principalmente o extensor radial curto do carpo, originado no epicôndilo lateral do úmero.
Essa sobrecarga leva ao quadro conhecido como epicondilite lateral ou “cotovelo de tenista”, típica de trabalhadores com essas demandas, conforme descrito na Diretriz da Associação Médica Brasileira (AMB) e reconhecido em literatura clássica como o Harrison’s Principles of Internal Medicine.
A apresentação clínica mais comum é a dor lateral no cotovelo, exacerbada pela extensão do punho contra resistência, podendo também diminuir a função laboral. O diagnóstico é clínico, dispensando exames complementares de rotina, conforme diretrizes (AMB, Projeto Diretrizes – Epicondilite Lateral do Cotovelo).
Análise das alternativas incorretas:
B) Síndrome do desfiladeiro torácico: Embora possa ser causada por movimentos repetitivos, acomete principalmente plexo braquial e vasos subclávios, manifestando dormência ou sintomas vasculares em todo o membro superior, e não está diretamente ligada às atividades de preensão com flexão dorsal do punho.
C) Tendinite do supraespinhoso: Lesão associada ao movimento repetitivo do ombro, principalmente elevação. Não é prevalente com os gestos descritos, que concentram esforços no punho e cotovelo.
D) Tenossinovite de De Quervain: Afeta tendões no lado radial do punho (extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar). É esperada em movimentos repetidos de pinça fina com polegar, como no uso excessivo de celulares.
E) Síndrome do canal cubital: Compressão do nervo ulnar no cotovelo, gerando sintomas neurológicos no antebraço e mão, não relacionada ao padrão de preensão/força descrito no enunciado.
Dicas para provas: Fique atento a palavras-chave do enunciado, identificando movimentos descritos e estruturas anatômicas envolvidas. Pegadinhas frequentes confundem localizações (punho vs. cotovelo), foco nos sintomas clínicos ajuda a eliminar alternativas.
Segundo o Projeto Diretrizes – AMB: “A evolução natural da epicondilite parece ser lenta, com melhora dos sintomas após 52 semanas, mesmo se não for instituído qualquer tratamento.”
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