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Q3882587 Enfermagem

Durante uma campanha voltada para a prevenção de doenças crônicas, a equipe de saúde ocupacional da Alerj buscou identificar fatores de risco para o rastreamento de Diabetes Mellitus tipo 2 em adultos assintomáticos.


Assinale a opção que indica um desses fatores.

Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O enunciado pede um fator associado ao rastreamento de DM2 em adulto assintomático, e a acantose nigricans é o achado cutâneo classicamente ligado à resistência à insulina e à hiperinsulinemia, marcadores de maior risco para diabetes mellitus tipo 2; por isso, ela sustenta a alternativa A.

Tema central: Marcador cutâneo do DM2
Análise das alternativas
A
Certa
A acantose nigricans tem correlação fisiopatológica direta com hiperinsulinemia e resistência à insulina, que são centrais no desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2. Por isso, seu valor aqui não é dermatológico isolado, mas semiológico-metabólico: sua presença funciona como marcador clínico de maior risco e justifica atenção ao rastreamento de DM2 em adultos assintomáticos. Ela não diagnostica diabetes sozinha, mas entre as alternativas é a que efetivamente sinaliza esse risco de forma clássica.
B
Errada
Dermatose papular é denominação inespecífica e não corresponde a marcador clínico clássico de resistência à insulina. O erro da alternativa é não oferecer uma lesão com associação semiológica consolidada ao risco de DM2 para fins de rastreamento.
C
Errada
Lipodistrofia parcial pode se associar a alterações metabólicas em síndromes específicas, inclusive resistência à insulina, mas esse não é o marcador clínico típico e geral usado no rastreamento de DM2 em adultos assintomáticos no contexto usual da questão. O critério de exclusão é ser condição rara e sindrômica, e não sinal clássico de triagem populacional.
D
Errada
Queratose folicular se relaciona a distúrbios da queratinização e atopia, sem vínculo fisiopatológico típico com hiperinsulinemia ou resistência insulínica. Portanto, não serve como marcador clínico usual de risco para DM2.
E
Errada
Hiperplasia sebácea é alteração benigna das glândulas sebáceas e não tem associação clínica relevante com resistência à insulina nem papel reconhecido no rastreamento de diabetes tipo 2. O erro é tratá-la como marcador metabólico, o que ela não é nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'qualquer lesão de pele' e 'lesão cutânea com significado metabólico'. A principal armadilha é lembrar que algumas condições raras, como certas lipodistrofias, podem cursar com diabetes e esquecer que a pergunta exige o marcador clínico clássico e típico de rastreamento em adulto assintomático.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão de DM2 trouxer achados de pele, procure a lesão classicamente ligada à resistência à insulina, não apenas uma dermatose crônica qualquer.
  • Diferencie marcador clínico usual de rastreamento de associação eventual ou sindrômica com alteração metabólica.
  • Em provas, acantose nigricans tem valor semiológico-metabólico: sugere hiperinsulinemia/resistência insulínica, não diagnóstico isolado de diabetes.

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Comentários

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Letra B: Dermatose papular – Lesões pequenas e elevadas na pele (pápulas); surgem por processos inflamatórios, infecciosos ou imunológicos que causam infiltração celular na pele.

Letra C: Lipodistrofia parcial – Alteração na distribuição de gordura, com perda em algumas áreas e acúmulo em outras; ocorre por alterações metabólicas, genéticas ou uso de medicamentos (ex.: antirretrovirais).

Letra D: Queratose folicular – Pequenas pápulas ásperas nos folículos (aspecto de “pele de galinha”); causada por acúmulo de queratina que obstrui os folículos pilosos.

Letra E: Hiperplasia sebácea – Pequenas pápulas amareladas, principalmente na face; ocorre pelo aumento das glândulas sebáceas, geralmente associado a fatores hormonais e envelhecimento.

O problema é que a banca pegou um sinal/sintomas e disse que era um fator de risco. Descordo da alternativa A como fator de risco.

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