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Gabarito comentado
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Tema central: Controle da tuberculose bovina segundo o PNCEBT. O foco é a detecção por teste de tuberculina e o abate sanitário dos reagentes, pois não há vacinação ou tratamento permitidos para a doença no rebanho.
Alternativa correta: B — “Realizar o teste de tuberculina e sacrificar os animais reagentes positivos.”
Justificativa: De acordo com o PNCEBT/MAPA (IN SDA nº 2/2001 e Manual Técnico atualizado em 2017), a estratégia oficial é testar e eliminar os animais positivos para interromper a transmissão de Mycobacterium bovis. O teste de escolha é a tuberculinização (SIT – teste cervical simples com PPD bovina; e SCIT – teste cervical comparativo para esclarecer inconclusivos), com leitura em 72h. Reagentes positivos devem ser encaminhados a abate sanitário, com notificação e restrições de movimentação do rebanho. Essa conduta é alinhada às recomendações da WOAH/OIE (Terrestrial Manual/Code) para programas de erradicação.
Como interpretar na prova: Sempre que a questão envolver tuberculose bovina no PNCEBT, procure por “teste de tuberculina + abate sanitário”. Se a alternativa mencionar vacinação ou tratamento, é forte indicativo de erro.
Análise das alternativas incorretas:
A) “Teste semestral” não é a regra universal para todas as propriedades; o cerne do programa é a eliminação dos positivos. Além disso, tratamento com antibióticos é proibido no PNCEBT por risco de mascarar infecção, manter portadores e favorecer resistência; anti-inflamatórios não resolvem infecção micobacteriana. Referência: PNCEBT/MAPA, Manual 2017.
C) “Vacinar terneiras até 8 meses” é confundir com brucelose (vacinas B19/RB51). Para tuberculose bovina, não existe vacina licenciada no Brasil; a BCG, quando usada experimentalmente, pode interferir nos testes de tuberculina. Diretriz: PNCEBT e WOAH.
D) “Vacinar todos os animais e testar a eficácia” é incorreto porque não há vacinação contra TB adotada no programa e os testes não se destinam a medir “eficácia vacinal”, mas sim detecção de infectados.
E) “Vacinar fêmeas e sacrificar machos” mistura brucelose (vacinação de fêmeas) com TB. Na tuberculose, todo reagente positivo, macho ou fêmea, deve ser eliminado. Vacinação não é contemplada.
Pontos-chave de diagnóstico: Teste de tuberculina SIT em todos os animais elegíveis; positivos vão a abate; inconclusivos são retestados após 60 dias ou via SCIT. Confirmação pode ocorrer por cultura/PCR em abatedouro, mas não substitui a triagem em campo. Referências: PNCEBT/MAPA (Manual 2017), WOAH Terrestrial Manual.
Dica de prova (pegadinha): Se aparecer “vacinar até 8 meses”, pense em brucelose, não em tuberculose. Se aparecer “tratar TB”, marque como incorreto no contexto do PNCEBT.
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