Que meio estabelece condições de determinar prognóstico no ...
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Tema central: O cerne da questão é a determinação do prognóstico em insuficiência hepática, especificamente através de métodos objetivos aceitos nos protocolos nacionais e internacionais de hepatologia.
Justificativa da alternativa correta (D):
A escala matemática de MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é a ferramenta oficial, validada e amplamente utilizada para estratificar a gravidade e o prognóstico da insuficiência hepática, especialmente em pacientes candidatos ao transplante hepático. O escore MELD utiliza bilirrubina, creatinina e INR para predizer a mortalidade a curto prazo, permitindo ranqueamento justo na fila de transplantes. Segundo a Portaria nº 1.160/2006 do Ministério da Saúde, a fórmula do MELD é: MELD = 0,957 × loge (creatinina) + 0,378 × loge (bilirrubina) + 1,120 × loge (INR) + 0,643 × 10.
Valores altos do MELD associam-se a maior risco de óbito em 3 meses e indicam urgência terapêutica, sendo o método de escolha respaldado por evidências científicas, corroborando a alternativa D.
Análise das alternativas incorretas:
A) Dosagem seriada das Transaminases: Embora ALT e AST sejam indicadores de dano hepatocelular agudo, não têm valor prognóstico na falência hepática estabelecida, pois seus níveis podem se normalizar mesmo com doença avançada.
B) Dosagem seriada das Canaliculares: Fosfatase alcalina e gama-GT refletem lesão colestática, mas não estratificam gravidade nem mortalidade em insuficiência hepática.
C) Dosagem seriada de Proteínas: Albumina é útil para avaliar função hepática crônica, mas flutuações pouco representam o prognóstico imediato em insuficiência aguda ou descompensação.
Dica de prova: Em questões sobre prognóstico em hepatopatias terminais, foque em escores validados como MELD (protocolo oficial para transplante e manejo), ao invés de isoladamente marcadores laboratoriais. Atenção para possíveis pegadinhas que misturam função, lesão e prognóstico!
Segundo o Ministério da Saúde, “o escore MELD deve ser utilizado obrigatoriamente para priorização dos pacientes na fila de transplante hepático” (Portaria nº 1160/2006).
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MELD – Model for End-stage Liver Disease – é um valor numérico, variando de 6 (menor gravidade) a 40 (maior gravidade), usado para quantificar a urgência de transplante de fígado em candidatos com idade igual a 12 anos ou mais. É uma estimativa do risco de óbito se o transplante não for feito dentro dos três meses seguintes.
O valor MELD é calculado por uma fórmula a partir do resultado de três exames laboratoriais de rotina: Bilirrubina, que mede a eficiência do fígado para excretar bile; Creatinina, uma medida da função renal; e RNI – Relação Normalizada Internacional – uma medida da atividade da protombina, que mede a função do fígado com respeito à produção de fatores de coagulação
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