Qual fator não faz parte da fisiopatologia da isquemia teci...

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Q4112790 Medicina
Qual fator não faz parte da fisiopatologia da isquemia tecidual na síndrome compartimental aguda?
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na síndrome compartimental aguda, o aumento da pressão intracompartmental reduz a perfusão capilar e causa hipóxia tecidual com falência energética, depleção de ATP, disfunção de bombas iônicas e aumento do cálcio intracelular. Como o gabarito oficial mantém a alternativa B, a resposta foi preservada porque a questão usa uma formulação conceitualmente imprecisa ao falar em “depleção dos estoques de adenosina e glicose”, enquanto o mecanismo clássico cobrado é depleção de ATP.

Tema central: Isquemia tecidual na síndrome compartimental aguda
Análise das alternativas
A
Errada
A trombose de vasos de grande calibre não é o mecanismo fisiopatológico clássico da síndrome compartimental aguda. O evento central é o aumento da pressão compartimental com redução do gradiente de perfusão capilar e comprometimento da microcirculação. A base admite que fenômenos trombóticos podem coexistir como agravantes, mas não como mecanismo obrigatório.
B
Certa
Na síndrome compartimental aguda, a isquemia tecidual decorre de hipoperfusão microvascular com hipóxia e falência energética celular. O mecanismo clássico envolve depleção de ATP, falha de bombas iônicas, edema celular, acidose e progressão para necrose. A alternativa B é a mantida pelo gabarito oficial porque emprega “adenosina” em vez do conceito fisiopatológico correto de ATP, tornando a formulação inadequada segundo a base.
C
Errada
Na lesão isquêmica celular ocorre aumento, e não queda, do cálcio citoplasmático/intracelular. A falência energética leva à perda da homeostase iônica e agrava a lesão celular. Portanto, a alternativa contraria a fisiopatologia descrita na base.
D
Errada
A base descreve participação de mediadores inflamatórios e da ativação de tromboxano e prostaglandinas na piora da microcirculação e da lesão isquêmica/reperfusão. Assim, a inibição desses mediadores não corresponde ao mecanismo da isquemia tecidual na síndrome compartimental.
Pegadinha da questão
A banca parece ter querido cobrar depleção de ATP como sinal de falência energética, mas usou “adenosina”, o que torna a alternativa B conceitualmente imprecisa; além disso, C e D também estão fisiopatologicamente incorretas.
Dica para questões semelhantes
  • Na síndrome compartimental, lembre que o mecanismo central é hipertensão intracompartmental com hipoperfusão capilar, não oclusão primária de grande vaso.
  • Em isquemia celular, procure o trio clássico: depleção de ATP, falha de bombas iônicas e aumento do cálcio intracelular.
  • Quando a alternativa trouxer termo bioquímico semelhante, confirme o conceito fisiopatológico clássico; aqui o correto é ATP, não “adenosina”.

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