Uma clínica odontológica adquire novos materiais dentários ...
Gabarito comentado
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Tema central: gestão e controle de materiais dentários pelo Auxiliar em Saúde Bucal (ASB), com foco em compatibilidade entre insumos e segurança do paciente. Fraturas em restaurações muitas vezes decorrem de incompatibilidade adesivo–resina–fotopolimerizador, armazenamento inadequado, prazo de validade ou técnica incorreta (vide Anusavice/Phillips e ISO 4049 para materiais poliméricos).
Alternativa correta: A – O ASB deve registrar a não conformidade (marca, lote, validade, tipo de procedimento, protocolo adesivo, fotopolimerização, fotos), comunicar o Responsável Técnico e participar da avaliação da qualidade e adequação do material. Isso está alinhado com a Lei 11.889/2008 (ASB atua sob supervisão, auxilia no controle de estoque e registra irregularidades) e com boas práticas de tecnovigilância da ANVISA (registro e rastreabilidade; uso do Notivisa quando aplicável). Na prática, a equipe pode conferir: intensidade e espectro da luz (radiômetro), tempo de cura, compatibilidade do sistema adesivo com o compósito, condições de armazenamento, e consultar normas/IFUs do fabricante (Craig’s Restorative Dental Materials; ISO 4049/9917).
Por que as demais estão incorretas?
B – “Troca imediata por decisão do auxiliar.” Inadequado. O ASB não decide sozinho sobre aquisição/substituição; isso cabe ao RT/gestão, após análise técnica e contato com o fornecedor. A Lei 11.889/2008 delimita a atuação sob supervisão.
C – “Usar em casos mais complexos e esperar nova fratura.” Antiético e inseguro. Expor o paciente a risco para “testar” material viola segurança do paciente e boas práticas clínicas. Qualquer suspeita de falha deve ser imediatamente reportada e investigada; não se aguarda “segunda ocorrência”.
D – “Recolher e descartar tudo sem investigação.” Conduta precipitada. Sem traçar causa (técnica, luz, lote, validade), perde-se rastreabilidade e chance de correção. A medida correta é quarentenar o(s) lote(s) suspeito(s), documentar e decidir com o RT. Descarte só após conclusão técnica e, se for o caso, notificação à ANVISA (Tecnovigilância).
Estratégia para a prova: identifique palavras-chave como registro, comunicação ao RT, avaliação da qualidade (indicadores de segurança e gestão). Desconfie de opções que: 1) atribuem ao ASB decisões unilaterais; 2) sugerem “testar no paciente”; 3) eliminam a investigação e a rastreabilidade.
Essência prática: o ASB fortalece a segurança ao documentar e rastrear falhas, comunicar imediatamente e apoiar a análise técnica da equipe, conforme legislação (Lei 11.889/2008) e boas práticas de tecnovigilância ANVISA, alinhadas a normas ISO e manuais dos fabricantes.
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