Considerando o protocolo de biossegurança em um consultório...
Gabarito comentado
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Tema central: biossegurança em odontologia e as precauções-padrão para interromper a cadeia de transmissão de microrganismos (HBV, HCV, HIV, Mycobacterium, SARS‑CoV‑2), envolvendo reprocessamento de artigos, desinfecção de superfícies, uso de EPI e gerenciamento de resíduos, sempre, independentemente do fluxo de pacientes.
Alternativa correta: B — Inspecionar a esterilização dos instrumentais e manter a desinfecção de superfícies entre pacientes é conduta nuclear das precauções-padrão. Isso inclui: limpeza prévia, embalagem íntegra, parâmetros do ciclo (tempo/temperatura/pressão), e indicadores mecânicos, químicos e, periodicamente, biológicos do autoclave; além da desinfecção de alto/intermediário nível de superfícies clínicas tocadas frequentemente. Diretrizes: CDC “Summary of Infection Prevention in Dental Settings” (2016), ANVISA RDC 15/2012 (processamento de produtos para saúde) e manuais do Ministério da Saúde/ANVISA para serviços de saúde. A aplicação constante reduz risco de contaminação cruzada e surtos.
Por que as demais estão incorretas?
A — Condicionar barreiras ao volume da agenda é erro conceitual. Barreiras de proteção (filmes plásticos em superfícies de difícil limpeza, campos) e demais medidas de biossegurança não variam com a demanda; seguem o princípio de tratar todos como potencialmente infectantes. Referências: CDC 2016; Ministério da Saúde/ANVISA (precauções-padrão).
C — Máscaras (cirúrgicas e, em procedimentos com aerossol, PFF2/N95) são essenciais para proteção contra gotículas e aerossóis; “facilitar comunicação” não justifica suprimi-las. O gorro não é universal para toda situação, mas é recomendado quando há risco de respingos/aerossóis, comuns na odontologia. Desprezar ambos contraria NR‑32 e CDC.
D — Perfurocortantes devem ser descartados em coletores rígidos, resistentes à punctura, estanques, com tampa, identificados e com linha de preenchimento, conforme ANVISA RDC 222/2018 (Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde) e NR‑32. Recipientes “genéricos” elevam risco de acidentes e exposição a sangue.
Estratégia de prova: desconfie de termos como “apenas”, “desprezar” e condutas ligadas à “agenda lotada” — são pegadinhas que violam a universalidade das precauções. Prefira alternativas que mantenham monitoramento, limpeza/desinfecção entre pacientes e uso consistente de EPI.
Dica prática adicional: manter vacinação do profissional/ASB atualizada (hepatite B com anti‑HBs, dT, tríplice viral, influenza, COVID‑19) integra as precauções-padrão e reduz risco ocupacional (Ministério da Saúde; CDC).
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