Na classificação da intensidade da crise de asma grave em ...
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Tema central: classificação da gravidade da crise asmática com base em parâmetros clínicos e funcionais (FR, FC), função pulmonar (PFE/VEF1), oxigenação (SpO2/PaO2) e ventilação (PaCO2). Em exacerbações graves, costuma haver PFE 30–50%, taquicardia, FR aumentada, hipoxemia leve a moderada e PaCO2 normal ou baixa inicialmente. A hipercapnia indica gravidade extrema/ameaça à vida. Referências: GINA 2024, SBPT – Diretrizes de Asma, UpToDate.
Alternativa correta: B
Por quê? Reúne os marcadores objetivos de exacerbação grave: PFE 30–50%, FC > 110, FR aumentada, SpO2 91–95%, PaO2 ≈ 60 mmHg e PaCO2 < 40 mmHg (hipocapnia/normalidade inicial). A presença de dispneia leve não invalida a classificação, pois não é necessário que todos os parâmetros estejam presentes e sintomas subjetivos podem subestimar a gravidade. O que define é o PFE reduzido e a gasometria. Alinha-se às recomendações do GINA/SBPT.
Análise das alternativas incorretas
A – Idêntica à B, mas com “dispneia moderada”. Embora os parâmetros objetivos descrevam gravidade, a alternativa perde o ponto-chave do enunciado (nem todos os parâmetros precisam estar presentes). A B evidencia melhor o princípio de que objetivos prevalecem sobre sintomas, além de refletir que o paciente pode ter sintoma leve com marcadores de gravidade.
C – FC > 140 para adultos é atípico e sugere instabilidade extrema. Mantém PFE 30–50% e PaCO2 baixa, mas a taquicardia nesse patamar não corresponde ao perfil clássico de “grave”; aproxima-se de ameaça à vida em adultos.
D – SpO2 < 90% e PaCO2 > 45 mmHg indicam falência ventilatória iminente (retenção de CO2) e exacerbação ameaçadora à vida, não apenas “grave”. Necessita abordagem intensiva imediata.
E – Inconsistente: PFE > 50% não caracteriza crise grave, e ao mesmo tempo há SpO2 < 90% e PaCO2 > 45 mmHg (perfil de ameaça à vida). Além disso, FC ≤ 110 contraria o padrão esperado.
Dicas de prova
- Priorize PFE e gasometria: PFE 30–50% = grave; PFE < 33% ou PaCO2 > 45 e SpO2 < 90% = ameaça à vida.
- Hipocapnia é comum no início; hipercapnia sinaliza fadiga respiratória.
- Sintomas subjetivos (dispneia) podem ser enganosos; confie nos parâmetros objetivos.
Conduta prática (resumo): Oxigênio para manter SpO2 94–98%, SABA em altas doses repetidas + ipratrópio, corticosteroide sistêmico precoce; considerar MgSO4 EV se refratário; monitorar PFE/oximetria e sinais de fadiga. (GINA/SBPT).
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Comentários
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Alternativa A.
FC > 140 é na Asma MUITO grave - na grave a FC > 110.
A dispneia é moderada - apneia leve é na asma leve/moderada
Fr aumentada, Fc > 110, PFE 30-50%, SaO2 (ar ambiente) 91-95%, PaO2 (ar ambiente) ao redor de 60 mmHg, PaCO2 (ar ambiente) < 40 mmHg, sibilos localizados ou difusos e dispneia leve
Gabarito - B
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