Um dos resultados da marcha em tesoura é a presença de uma b...

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Q228021 Fisioterapia
Considerando que o reconhecimento de padrões anormais da
marcha é fundamental para a indicação de exercícios terapêuticos apropriados, julgue os próximos itens.

Um dos resultados da marcha em tesoura é a presença de uma base de apoio aumentada.
Alternativas

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Tema central: reconhecimento de padrões de marcha patológica. A marcha em tesoura é típica de quadros espásticos (ex.: paralisia cerebral diparética), marcada por adução e rotação interna dos quadris, joelhos em valgo/flexão e tornozelos muitas vezes em equino, levando as pernas a “cruzarem” na linha média.

Gabarito: E – errado

Justificativa da alternativa correta (E): na marcha em tesoura, a base de apoio (BOS) está diminuída, pois a adução espástica aproxima excessivamente os membros inferiores, que chegam a cruzar durante a progressão. Isso reduz a largura entre os pés, encurta o passo e aumenta o gasto energético e o risco de tropeços. Esse padrão decorre principalmente da espasticidade dos adutores do quadril e sinergias espásticas. Referências clássicas: Perry & Burnfield – Gait Analysis: Normal and Pathological Function; Neumann – Kinesiology of the Musculoskeletal System; UpToDate (Spastic gait in cerebral palsy).

Análise das alternativas:

C – certo: Incorreta. Confunde-se com outros padrões patológicos que realmente ampliam a BOS (ex.: marcha atáxica cerebelar, em que o paciente alarga os pés para ganhar estabilidade). Na marcha em tesoura ocorre o oposto: adição dos membros e BOS estreitada.

E – errado: Correta. O enunciado atribui “BOS aumentada” a um padrão que, na verdade, apresenta BOS reduzida, pela adução e cruzamento das pernas.

Estratégia para a prova: ao ler “marcha em tesoura”, associe imediatamente a espasticidade dos adutores e à base de apoio estreita. Cuidado com a pegadinha: muitos alunos generalizam que “marcha patológica = base alargada”; isso é verdadeiro para a ataxia, não para o padrão espástico em tesoura.

Aplicação clínica e exercícios terapêuticos: a identificação do padrão orienta condutas como alongamento de adutores, fortalecimento de abdutores/glúteo médio, treino de alinhamento pélvico, órteses e, quando indicado, toxina botulínica em adutores (conforme recomendações baseadas em evidências em reabilitação neurológica e consensos internacionais). A avaliação pode incluir análise observacional/3D da marcha para quantificar BOS e cinemática.

Referências essenciais: Perry J, Burnfield JM. Gait Analysis; Neumann DA. Kinesiology; UpToDate – Gait disorders and spasticity management.

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