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Q4375245 Português
XENOFOBIA E RACISMO (fragmento)

    As recentes revelações das restrições impostas, há mais de meio século, à imigração de negros, judeus e asiáticos durante os governos de Dutra e Vargas chocaram os brasileiros amantes da democracia. Foram atos injustos, cometidos contra estes segmentos do povo brasileiro que tanto contribuíram para o engrandecimento de nossa nação.
    Já no Brasil atual, a imigração de estrangeiros parece liberalizada e imune às manchas do passado, enquanto que no continente europeu marcha-se a passos largos na direção de conflitos raciais onde a marca principal é o ódio dos radicais de direita aos imigrantes.     
    Na Europa, a história se repete com o mesmo enredo centenário: imigrantes são bem-vindos para reforçar a mão-de-obra local em momentos de reconstrução nacional ou de forte expansão econômica; após anos de dedicação e engajamento & vida local, começam a ser alvo da violência e da segregação. (O Globo, 13/7/01)  
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Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A construção “chamar por alguém”, presente em B, é transitiva indireta na acepção de clamar ou solicitar a presença; embora A seja ambígua, mantém-se B como gabarito oficial.

Tema central: Transitividade do verbo chamar
Análise das alternativas
A
Errada
Na leitura pressuposta pelo gabarito, “nos” é objeto direto e “de loucos” é predicativo desse objeto, pois lhe atribui uma qualificação. Entretanto, chamar, no sentido de qualificar, admite objeto direto ou indireto, e a forma “nos” não distingue essas funções. Assim, a exclusão de A não é inequívoca: mantém-se B como gabarito oficial, mas a formulação não assegura plenamente sua exclusividade.
B
Certa
Em B, “por ele” e “por mim” indicam as pessoas por quem se chama e funcionam como objetos indiretos. São complementos da construção chamar por alguém, não circunstâncias adverbiais nem qualificações atribuídas às pessoas.
C
Errada
“A pessoa errada” é objeto direto de “chamei”, empregado no sentido de convocar ou solicitar a presença. O “a” que antecede “pessoa” é artigo definido, não preposição; portanto, não há objeto indireto nessa construção.
D
Errada
Em “chamam-no”, “no” é variante do pronome acusativo “o” e retoma “O presidente” como objeto direto. “De esperto” atribui uma qualificação a esse objeto e funciona como predicativo, não como objeto indireto. A construção é, portanto, direta com predicativo do objeto.
Pegadinha da questão
A presença de preposição não basta para identificar objeto indireto: “de loucos” e “de esperto” são predicativos do objeto, enquanto o “a” de “a pessoa errada” é artigo. Há ainda uma ambiguidade real em A: “nos” pode exercer função de objeto direto ou indireto.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique o sentido e a regência de chamar na construção apresentada: chamar por alguém sustenta a classificação como transitivo indireto.
  • Diferencie o complemento verbal da qualificação atribuída a ele: um termo introduzido por de pode ser predicativo do objeto.
  • Não confunda artigo com preposição e não atribua a “nos”, isoladamente, função obrigatória de objeto direto.

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GAB: B. RUMO A PC-BA

PMBA2026

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