Movimento pélvico insuficiente, de rotação anterior ou poste...
marcha é fundamental para a indicação de exercícios terapêuticos apropriados, julgue os próximos itens.
Gabarito comentado
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Gabarito: C – certo.
Tema central e estratégia: O item aborda padrões anormais da marcha focando na rotação pélvica anterior/posterior (plano transverso). Em provas, não confunda com inclinação pélvica (plano sagital) ou obliquidade (plano frontal). A dica é lembrar: na marcha normal a pelve roda ~4–5° alternando anterior (lado em balanço) e posterior (lado em apoio).
Justificativa da alternativa correta (C): Em condições com rigidez espástica axial (ex.: síndromes piramidais, hemiparesia espástica, paralisia cerebral, doença de Parkinson com rigidez axial, espondiloartrite), há redução da dissociação tronco–pelve, o que leva a movimento pélvico insuficiente (diminuição da rotação anterior/posterior). Consequências clínicas: passos curtos, menor avanço do membro em balanço e maior gasto energético. Esse padrão é descrito nos clássicos de análise da marcha e em revisões clínicas.
Base científica: A marcha normal requer mobilidade axial para permitir a rotação pélvica; a rigidez reduz essa amplitude. Ver: Perry & Burnfield, Gait Analysis: Normal and Pathological Function; Neumann, Kinesiology of the Musculoskeletal System; UpToDate (Gait disorders em adultos; Spasticity).
Análise da alternativa incorreta (E): Marcar “errado” implicaria dizer que rigidez espástica não reduz a rotação pélvica. Isso contraria a biomecânica e a evidência: a rigidez axial limita a rotação segmentar, diminuindo a amplitude pélvica. Excesso de rotação pélvica, quando ocorre, costuma ser compensatório por outras causas (p. ex., limitação de rotação de quadril, discrepância de membros, fraqueza abdutora), não pela rigidez espástica da coluna.
Raciocínio clínico prático (fisioterapia): Identificar rotação pélvica reduzida direciona a conduta para mobilidade axial e dissociação tronco–pelve: mobilizações toracolombares, técnicas PNF (padrões de rotação), treino de marcha com cues visuais/auditivos para aumentar o comprimento do passo e a rotação de ombro/pelve, alongamento de paravertebrais espásticos e educação postural. Monitorar segurança (risco de queda) e comorbidades (osteoporose).
Pegadinhas de prova: 1) “Rotação anterior/posterior” refere-se ao plano transverso na marcha, não à inclinação sagital; 2) Rigidez espástica ≠ hipermobilidade pélvica; 3) Diferenciar de padrões por fraqueza de abdutores (sinal de Duchenne/Trendelenburg), que afetam a obliquidade pélvica.
Referências essenciais: Perry J, Burnfield JM. Gait Analysis. 2ª ed.; Neumann DA. Kinesiology, 3ª ed.; O’Sullivan & Schmitz. Physical Rehabilitation; UpToDate: Gait disorders in older adults; Spasticity in adults.
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