A decisão da tarifa pela prestação do serviço público é proc...
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Vamos analisar a questão sobre regimes tarifários em concessões de serviços públicos, um tema crucial na área de Controladoria Pública. Entender como os preços são definidos e regulados pode impactar diretamente na eficiência e na qualidade dos serviços oferecidos ao público.
A alternativa B é a correta. No regime por preço-teto, o órgão regulador estabelece um fator de produtividade. Isso incentiva as empresas a serem mais eficientes, pois elas podem aumentar os lucros ao reduzir custos e operar abaixo do teto estabelecido. Para determinar esse fator, o regulador pode usar uma fronteira eficiente, definindo parâmetros a partir de empresas modelo, o que é uma prática comum em regulação econômica. Fontes sobre esse assunto podem incluir manuais de economia regulatória e estudos de caso em concessões de serviços públicos.
Analisemos agora as alternativas incorretas:
A - A afirmativa de que não existem desvantagens no regime de tarifação pelo custo do serviço está equivocada. Esse regime pode desincentivar a redução de custos, pois a empresa tem garantido o reembolso de seus custos mais uma taxa de retorno, o que pode não estimular a eficiência operacional.
C - A ideia de que o preço fica congelado durante todo o contrato de preço-teto está errada. Na prática, ajustes podem ser feitos, principalmente levando em conta a inflação e a eficiência alcançada pela empresa.
D - A regulação por incentivos, ao contrário do que é afirmado, justamente estimula as empresas a adotarem tecnologias mais eficientes e a reduzirem seus custos para maximizar seus lucros, uma vez que podem reter parte dos ganhos de eficiência.
E - O efeito Averch-Johnson é associado à regulação pela taxa de retorno, onde as empresas podem investir em excesso para aumentar sua base de ativos e, assim, seus lucros. Este efeito não é característico do regime de preço-teto, que visa justamente evitar tal distorção.
Ao abordar questões como essa, é importante focar nas palavras-chave e conceitos centrais, como fator de produtividade e regulação por incentivos. Além disso, o conhecimento das desvantagens e efeitos de cada regime tarifário pode ajudar a eliminar alternativas incorretas.
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Comentários
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Essa questão, s.m.j., não é afeta à seara tributária...
Trata-se de questão versando sobre a Teoria da Regulação, do ramo da Economia.
No preço-teto (price-cap), o regulador define um preço máximo que o agente pode praticar. Assim sendo, para maximizar seus ganhos, o agente deve reduzir seus custos, o que, por sua vez, aumenta a eficiência do setor regulado.
A) O regime de tarifação pelo custo de serviço não fornece estímulos ao aumento da eficiência por parte da indústria regulada. Isto acontece justamente porque o método garante uma taxa de retorno à empresa privada, desincentivando-a a buscar novas tecnologias que propiciem a redução de custos e, consequentemente, a redução das tarifas. Além disso, a adoção desse método de tarifação depende de
elevados custos reguladores.
B) Correta:
No regime do price cap (preço teto), é utilizado um “fator X”, que define os ganhos de produtividade previstos para a indústria regulada. Esse fator X prevê a redução de custos da indústria regulada ao longo do tempo, e esta redução de custos será repassada aos preços das tarifas.
Pois bem… a definição deste parâmetro de redução de custos geralmente é feita a partir de comparações internacionais (aula 10, página 06). Assim, uma coisa que o órgão regulador pode fazer é construir uma fronteira (uma meta, um objetivo) de eficiência, a partir de empresas comparáveis. Fonte: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/comentarios-as-questoes-de-economia-do-tcu-4/
C) Na duração do contrato pelo preço-teto, o agente regulador reajusta os preços de acordo com a taxa de inflação nacional.
D) A regulação por incentivos se diferencia da regulação por taxa de retorno exatamente pelo fato de estimular a empresa regulada a utilizar tecnologias mais eficientes e reduzir seus custos. O regime tarifário que não estimula é a regulação por taxa de retorno.
E) Efeito Averch-Johnson: excesso de investimentos, ou excesso de quantidade de estoque de capital. Ocorre no regime tarifário de taxa de retorno/custo do serviço. Na presença deste tipo de tarifação, a empresa tem estímulos a aumentar o estoque de capital da firma. Para manter a TIR (taxa interna de retorno) que foi estipulada contratualmente, seria necessário então aumentar os preços. Ou seja, os preços ficam estabelecidos em um valor acima ao de mercado. O resultado é que a firma acabará operando com maior quantidade de capital.
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