Mulher, 23 anos de idade, com 26,7 kg/m² de IMC, refere esta...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4236717 Psiquiatria
Mulher, 23 anos de idade, com 26,7 kg/m² de IMC, refere estar preocupada com suas “gordurinhas a mais”. Relata que, nos últimos meses, apresenta um a dois episódios por mês em que, em meia hora, come muito doce, principalmente chocolate. Está com medo de engordar mais. Uma amiga está tomando lisdexanfetamina e perdeu 2 kg em um mês. Não apresenta alterações no exame físico. Ao exame psíquico, não apresentou alterações. Refere ser uma pessoa pragmática, mas não se adapta bem a rotinas; já tentou fazer atividade física algumas vezes, sem muito sucesso na continuidade. Nega problemas de saúde e gostaria de poder tomar lisdexanfetamina para controlar seu peso e apetite. Qual a conduta adequada?
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: O dado decisivo é que o enunciado não traz critérios suficientes para transtorno alimentar nem indicação de farmacoterapia, apesar da queixa de peso e apetite.

Tema central: Queixa de peso/apetite sem indicação de farmacoterapia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque introduz fluoxetina sem que o enunciado apresente diagnóstico psiquiátrico ou transtorno alimentar definido que sustente farmacoterapia.
B
Errada
Está errada porque indica semaglutida em um caso sem base clínica mínima explicitada para medicalização imediata, com sobrepeso leve e sem comorbidades.
C
Errada
Está errada porque superestima episódios alimentares esporádicos que, como narrados, não bastam para tornar o encaminhamento para distúrbios alimentares a melhor conduta.
D
Certa
A alternativa D está correta porque propõe a conduta proporcional ao quadro efetivamente descrito. A paciente tem sobrepeso leve, não apresenta alterações clínicas nem psíquicas, não há comorbidades informadas e o relato de episódios esporádicos de comer doce, do modo como foi apresentado, não fornece base suficiente para definir transtorno alimentar ou outro quadro psiquiátrico que justifique psicofármaco, antiobesidade, exames complementares ou encaminhamento compulsório. Nessa situação, a regra decisiva é não medicalizar nem especializar um caso que, pelo enunciado, comporta manejo inicial com orientação comportamental e alimentar.
Pegadinha da questão
Confundir preocupação com peso e episódios ocasionais de comer doce com transtorno alimentar ou indicação de remédio para emagrecer.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de indicar psicofármaco ou antiobesidade, verifique se o enunciado trouxe diagnóstico, gravidade ou comorbidades que sustentem essa conduta.
  • Relato isolado e esporádico de comer em excesso não autoriza concluir transtorno alimentar.
  • Quando exame físico, exame psíquico e contexto clínico não mostram gravidade nem doença definida, a conduta tende a ser a menos intervencionista entre as opções.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo