Paciente do sexo masculino, de 70 anos, é portador de regur...

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Q4151817 Medicina
Paciente do sexo masculino, de 70 anos, é portador de regurgitação mitral leve, fibrilação atrial paroxística e CHADS2 = 2. O esquema de anticoagulação mais eficaz e seguro na prevenção do AVCi e AVCh para esse paciente é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: FA paroxística com CHADS2 = 2 indica anticoagulação oral para prevenção de AVC, e regurgitação mitral leve não caracteriza FA valvar clássica que obrigue antagonista da vitamina K; por isso, entre as alternativas, dabigatrana 150 mg 2x/dia sustenta o gabarito.

Tema central: Anticoagulação na fibrilação atrial
Análise das alternativas
A
Certa
Dabigatrana 150 mg duas vezes ao dia está correta porque o caso é de fibrilação atrial não valvar com indicação de anticoagulação plena. FA paroxística não reduz a necessidade de anticoagular quando o escore clínico já indica risco, e regurgitação mitral leve não equivale a estenose mitral reumática nem prótese mecânica, portanto não exclui anticoagulante oral direto. Entre as alternativas oferecidas, a dabigatrana sustenta melhor o binômio eficácia e segurança da questão: é apropriada para prevenção de AVC em FA não valvar, supera estratégias com antiagregantes e tem base consolidada de maior redução de AVC/embolia sistêmica e menor hemorragia intracraniana em comparação histórica com warfarina nesse cenário.
B
Errada
Aspirina isolada está errada porque antiagregação não substitui anticoagulação na fibrilação atrial com risco tromboembólico estabelecido. Com CHADS2 = 2, o mecanismo predominante é cardioembólico, e a proteção da aspirina é inferior à da anticoagulação oral para prevenção de AVC.
C
Errada
Warfarina com RNI entre 2 e 3 é eficaz e seria opção válida de anticoagulação, mas não é a melhor resposta dentro do que a questão pede. O erro é tratar a regurgitação mitral leve como se obrigasse uso de antagonista da vitamina K; isso não procede. Como o cenário permanece de FA não valvar, dabigatrana é aceitável e, na comparação proposta, foi privilegiada por melhor combinação entre eficácia na prevenção de AVC/embolia sistêmica e segurança quanto à hemorragia intracraniana.
D
Errada
Aspirina associada a clopidogrel está errada porque dupla antiagregação continua inferior à anticoagulação oral para prevenir AVC na fibrilação atrial. Além disso, aumenta sangramento em relação à aspirina isolada sem alcançar a proteção oferecida por anticoagulantes no contexto de embolia cardioembólica.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que FA paroxística exige menos anticoagulação e interpretar qualquer valvopatia mitral, inclusive regurgitação mitral leve, como FA valvar que excluiria dabigatrana.
Dica para questões semelhantes
  • Em FA, primeiro decida se há indicação de anticoagulação pelo escore de risco; CHADS2 = 2 já aponta para anticoagulação oral, não para antiagregação.
  • Não confunda FA paroxística com baixo risco tromboembólico: a necessidade de anticoagular depende do risco clínico, não do padrão temporal isolado.
  • Para escolha entre warfarina e DOAC, diferencie FA valvar clássica de FA não valvar; regurgitação mitral leve não obriga warfarina.
  • Se a alternativa trouxer aspirina isolada ou dupla antiagregação como substituto de anticoagulação em FA com risco estabelecido, a tendência é estar errada.

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