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Q3994420 Enfermagem
Durante um almoço em família, uma criança e um bebê passam a apresentar sinais súbitos de engasgo após ingerirem alimentos sólidos. Ambos estão conscientes, com tosse ineficaz, dificuldade respiratória evidente e incapacidade de falar. Uma técnica de enfermagem presente no local inicia imediatamente as manobras de desobstrução das vias aéreas.

Sobre o caso e de acordo com as novas recomendações da American Heart Association (2025), é CORRETO afirmar que a conduta indicada consiste em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o algoritmo etário da AHA 2025 para obstrução grave por corpo estranho em vítima pediátrica consciente: tosse ineficaz, dificuldade respiratória evidente e incapacidade de falar após ingestão de alimento sólido indicam engasgo grave e exigem manobras imediatas; na criança, fazem-se 5 golpes nas costas alternados com 5 compressões abdominais, e no bebê, 5 golpes nas costas alternados com 5 compressões torácicas, até expulsão do corpo estranho ou perda de consciência.

Tema central: Engasgo pediátrico consciente
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A coincide exatamente com a recomendação decisiva da AHA 2025 para FBAO pediátrica em vítimas conscientes. O enunciado não descreve obstrução leve, porque há tosse ineficaz e incapacidade de falar, o que exige manobra ativa de desobstrução. A distinção correta entre as faixas etárias é o ponto central: na criança, usam-se 5 golpes nas costas alternados com 5 compressões abdominais; no bebê/lactente, 5 golpes nas costas alternados com 5 compressões torácicas. A manutenção da sequência até expulsão do objeto ou inconsciência também está correta.
B
Errada
Está errada porque inverte as manobras conforme a faixa etária. Na diretriz AHA 2025, compressões torácicas associam-se ao bebê/lactente, enquanto compressões abdominais associam-se à criança. Fazer compressões abdominais no bebê contraria o algoritmo e é tecnicamente inadequado.
C
Errada
Está errada por dois motivos médicos objetivos: a conduta não é apenas compressão abdominal contínua, e o bebê/lactente não deve receber compressões abdominais. A recomendação correta é uma sequência alternada com golpes nas costas; além disso, no bebê a técnica indicada é golpe nas costas com compressão torácica.
D
Errada
Está errada porque mistura o manejo de obstrução de via aérea em vítima consciente com o protocolo de RCP. Segundo a base, compressões torácicas em ritmo de reanimação entram quando a vítima se torna inconsciente/irresponsiva, não como primeira conduta em criança e bebê ainda conscientes com engasgo grave.
E
Errada
Está errada porque tapinhas leves isolados, com a vítima sentada, não correspondem ao algoritmo recomendado para obstrução grave por corpo estranho. A base é clara ao afirmar que medidas parciais omitem as compressões apropriadas e podem ser insuficientes para desalojar o corpo estranho, atrasando a resolução da asfixia.
Pegadinha da questão
A banca explorou a troca entre as manobras da criança e do bebê e a falsa ideia de que toda vítima engasgada recebe a mesma técnica, especialmente compressão abdominal também no lactente.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro classifique se a obstrução é grave: tosse ineficaz, dificuldade respiratória evidente e incapacidade de falar apontam para manobra imediata.
  • Separe sempre por faixa etária: criança recebe compressões abdominais; bebê/lactente recebe compressões torácicas.
  • Em FBAO pediátrica consciente, a lógica é sequência alternada de 5 golpes nas costas com a compressão apropriada para a idade.
  • Compressões em ritmo de RCP não são a primeira etapa se a vítima ainda está consciente; isso muda quando há inconsciência.

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