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Q3293139 Medicina
Um homem de 60 anos, tabagista, comparece ao plantão com dispneia intensa, cianose e tórax hiperinsuflado ao exame. A ausculta revela sibilos e diminuição global do murmúrio vesicular. Relata histórico de DPOC e final de medicação. A gasometria mostra hipercapnia (PaCO2=65 mmHg) e PaO2=50 mmHg. O passo imediato deve ser:
Alternativas

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O tema central da questão é o manejo emergencial de uma exacerbação aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma condição comum em pacientes tabagistas e caracterizada por limitação persistente e progressiva do fluxo aéreo. Na situação apresentada, o paciente exibe sinais de insuficiência respiratória aguda, como dispneia intensa, cianose e hipercapnia.

**Justificativa para a alternativa correta (B):**

A alternativa B é a correta, pois descreve uma abordagem baseada em diretrizes para o manejo de exacerbações agudas de DPOC. A reintrodução de broncodilatadores inalatórios é fundamental para aliviar a obstrução brônquica. A administração de oxigênio deve ser feita cuidadosamente para manter a saturação de oxigênio (SpO2) entre 88-92%, a fim de evitar a supressão do impulso respiratório, que pode ser exacerbada pela hipercapnia. A consideração da ventilação não invasiva, como BIPAP, é indicada em casos de acidose respiratória significativa, conforme as diretrizes da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD).

**Análise das alternativas incorretas:**

A - Fornecer O2 em alta concentração sem controle: Esta opção está incorreta porque o fornecimento de oxigênio em alta concentração pode aumentar a retenção de CO2 em pacientes com DPOC, levando à piora da hipercapnia e potencialmente à acidose respiratória. O manejo deve ser feito com cautela, mantendo a SpO2 em níveis seguros.

C - Encaminhar diretamente à intubação orotraqueal: Intubar o paciente diretamente, sem tentar suporte ventilatório não invasivo, não é a primeira escolha, a menos que o paciente esteja em falência respiratória iminente ou não responda a outras intervenções. A ventilação não invasiva é frequentemente eficaz em evitar intubações desnecessárias.

D - Priorizar sedação profunda com opioides: Esta abordagem é inadequada e perigosa. Opioides podem suprimir ainda mais a respiração e são contraindicados em pacientes com hipercapnia aguda não controlada. O foco deve ser na estabilização respiratória e não no alívio imediato do desconforto respiratório através de sedação.

Esta questão destaca a importância de um manejo cuidadoso e baseado em diretrizes para pacientes com DPOC exacerbada, enfatizando a necessidade de equilíbrio entre alívio dos sintomas e prevenção de complicações associadas ao tratamento.

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