"A equipe de pesquisa mostrou que o pâncreas ainda está em ...
Analise o emprego do pronome oblíquo 'o' em 'o torna' e julgue a afirmativa correta.
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Tema central: A questão aborda colocação pronominal, especificamente o uso correto da próclise na norma-padrão, envolvendo pronomes oblíquos átonos precedidos por pronomes relativos.
Comentário e Justificativa da Alternativa Correta:
No trecho “o que o torna muito mais vulnerável a danos”, o pronome relativo “que” vem imediatamente antes do verbo “torna”. Segundo as gramáticas de referência (Evanildo Bechara, Celso Cunha & Lindley Cintra), pronomes relativos são elementos que atraem a próclise, isto é, exigem que o pronome oblíquo (aqui, “o”) apareça antes do verbo: que o torna.
Em outras palavras, o correto é:
“o que o torna muito mais vulnerável” (próclise), e não “o que torna-o”, que seria ênclise—forma inadequada após “que”.
Análise das Alternativas:
A) Incorreta. A alternativa fala em “ênclise”, mas o correto é que a ênclise ocorre quando o pronome vai após o verbo (“torna-o”), o que não se aplica após pronomes relativos (a atração é para antes do verbo).
B) Incorreta. O verbo “torna” não está no infinitivo, e ainda que estivesse, a presença de “que” manteria a atração para próclise.
C) Correta. O emprego em “o que o torna” está plenamente justificado: o “que” exige próclise. Esta alternativa descreve corretamente a regra normativa.
D) Incorreta. Sugerir “torna-o” ignora a regra de atração do “que”, o que tornaria a frase inadequada na norma culta.
E) Incorreta. Mesóclise (“torná-lo”) é possível apenas nos futuros do presente ou pretérito — formas ausentes na frase. Além disso, o “que” impediria essa colocação.
Resumo da Regra (Concurso!):
Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa): pronomes relativos obrigam a próclise. O Manual de Redação da Presidência da República também orienta que a construção “que o torna” está correta na redação oficial.
Estratégia para prova: Ao identificar pronomes relativos (“que”, “quem”), sempre espere próclise.
Gabarito: C
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Comentários
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C
“…o que o torna muito mais vulnerável a danos.”
1️. Função do pronome “o”
O pronome oblíquo “o” retoma “o pâncreas”, funcionando como objeto direto do verbo “tornar”.
2️. Colocação pronominal
Antes do verbo “torna”, aparece o pronome relativo “que” (“o que o torna…”).
--> O “que” é palavra atrativa, o que obriga o uso da próclise.
Portanto, a forma “o torna” está gramaticalmente correta.
Font: chatgpt.
Gab C
A colocação pronominal, ou seja, a posição dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo, segue algumas regras na norma culta da língua portuguesa. Existem três tipos de colocação pronominal:
- Próclise: pronome antes do verbo (ex: me disseram)
- Ênclise: pronome depois do verbo (ex: disseram-me)
- Mesóclise: pronome no meio do verbo (ex: dizer-me-ão - uso mais restrito)
Diversas palavras exercem essa atração pronominal, funcionando como fatores de próclise. São elas:
- Palavras negativas: não, nunca, jamais, ninguém, nada (ex: Não me diga isso.)
- Advérbios: hoje, aqui, ali, sempre, também (ex: Sempre me ajuda.)
- Conjunções subordinativas: quando, embora, conforme, porque, se, que, como, enquanto (ex: Quando me viu, sorriu.)
- Pronomes relativos: que, quem, qual, onde, cujo (ex: O livro que me deste é ótimo.)
- Pronomes indefinidos: alguém, ninguém, tudo, outro (ex: Alguém me chamou?)
- Orações exclamativas e optativas (que exprimem desejo): (ex: Deus te abençoe!)
Bons estudos!!
Alternativa c, próclise, atração do relativo que
O pronome oblíquo O, retoma "pâncreas"
#PMMG2026!
#OBA!
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