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Q3293128 Medicina
Uma paciente de 22 anos refere cefaleia súbita, “a pior da vida”, seguida de rigidez de nuca e confusão mental. O exame físico indica fotofobia acentuada e ausência de déficits focais evidentes. A suspeita é hemorragia subaracnóidea. Identifique a abordagem diagnóstica imediata.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o diagnóstico de hemorragia subaracnóidea, uma condição neurológica grave que ocorre quando há sangramento no espaço subaracnóideo do cérebro. Este espaço é onde o líquido cefalorraquidiano (LCR) circula, e uma hemorragia aqui pode causar sintomas dramáticos como cefaleia intensa, rigidez de nuca e confusão mental.

Justificativa para a alternativa correta (A): A abordagem diagnóstica imediata para suspeita de hemorragia subaracnóidea é realizar uma tomografia craniana sem contraste. Este exame é altamente sensível nas primeiras horas após o início dos sintomas e pode identificar a presença de sangue no espaço subaracnóideo. Caso a tomografia seja negativa, mas a suspeita clínica permaneça elevada, como nessa paciente, a realização de uma punção lombar é indicada para verificar a presença de sangue no LCR, confirmando o diagnóstico de hemorragia subaracnóidea. Este procedimento segue as diretrizes clínicas, como as encontradas no Harrison's Principles of Internal Medicine e no UpToDate.

Análise das alternativas incorretas:

B - Iniciar analgésico comum e aguardar evolução: Esta abordagem é inadequada para uma suspeita de hemorragia subaracnóidea, que é uma emergência médica. A demora no diagnóstico pode resultar em complicações graves e potencialmente fatais.

C - Focar em ressonância craniana com gadolínio: A ressonância magnética (RM) não é o exame de escolha inicial em casos de hemorragia subaracnóidea aguda devido à sua menor disponibilidade e ao tempo mais longo necessário para a realização, além de a RM com gadolínio não ser superior à TC sem contraste para detectar sangue agudo.

D - Executar arteriografia imediata sem imagem preliminar: A arteriografia cerebral é um exame invasivo e não deve ser realizado sem confirmação diagnóstica prévia. Ela é indicada para identificar a causa da hemorragia, como um aneurisma, após a confirmação do sangramento.

É importante lembrar que, em questões de emergência neurológica, como esta, a identificação rápida e precisa da condição é crucial para uma intervenção eficaz e para evitar complicações. A prática clínica exige que o médico seja capaz de escolher o exame diagnóstico mais apropriado, considerando a acessibilidade, rapidez e evidência científica.

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