Todos os dentes impactados devem ser considerados para remoç...
Assinale a alternativa correta.
O momento ideal para a remoção dos terceiros molares impactados é quando:
Gabarito comentado
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Tema central: Definir o momento ideal para remoção de terceiros molares impactados, equilibrando facilidade cirúrgica e menor risco de complicações (lesão do n. alveolar inferior/lingual, fraturas, tempo de cirurgia e dor/edema).
Alternativa correta: E — “As raízes estão com 1/3 formado”.
Justificativa clínica: Quando a raiz tem ~1/3 de formação (aprox. Nolla 7; idade típica 16–18 anos), o dente está mais superficial, com folículo amplo que facilita a luxação; as raízes ainda são curtas e retas, reduzindo risco de curvaturas/apicaturas e de proximidade ao canal mandibular, o que diminui a chance de lesão do nervo alveolar inferior. A cortical é mais maleável e a cicatrização é melhor em pacientes jovens. Esses pontos tornam a cirurgia mais previsível e menos mórbida. Referências: Peterson’s Principles of Oral and Maxillofacial Surgery; Contemporary Oral and Maxillofacial Surgery (Hupp, Ellis & Tucker); AAOMS Parameters of Care; UpToDate.
Estratégia de prova: Procure por “1/3 de raiz” como padrão-ouro. Lembre: após 2/3, cresce a proximidade com o canal e a chance de curvaturas/ankilose. Radiograficamente (panorâmica/CBCT), o estágio ideal corresponde a Nolla ~7 e ausência de sinais de risco (Rood & Shehab), como escurecimento radicular e desvio do canal.
Por que as demais estão incorretas?
A) “Coroa está se formando”: Muito precoce. O “gérmen” pode estar profundo, orientação ainda imprevisível e maior necessidade de osteotomia. A chamada germectomia é opcional em casos selecionados, mas não é o momento ideal universal (maior risco de dano ao 2º molar em alguns casos).
B) “Raízes não se formaram”: Situação semelhante à A. Embora a proximidade com o canal seja pequena, a cirurgia pode ser mais invasiva pelo posicionamento profundo e falta de raízes para alavanca. Não é o ponto de menor morbidade global.
C) “Raízes 3/3 formados”: Raízes completas, frequentemente com curvaturas e ápices próximos ao canal mandibular; maior risco de lesão nervosa, fratura radicular e necessidade de osteotomia/odontosecção mais extensas. É o pior momento em termos de risco.
D) “Raízes 2/3 formados”: Melhor que raízes completas, porém já há aumento de comprimento e curvaturas, com maior proximidade neural em comparação a 1/3. Ainda aceitável em alguns casos, mas não é o ideal.
Pegadinha: Alguns livros citam “1/3 a 2/3” como janela favorável. Em prova, prefira 1/3 quando houver opção única, pois traz o menor risco agregado.
Conclusão: O tempo cirúrgico mais seguro e previsível é com 1/3 de formação radicular (Alternativa E), conforme práticas recomendadas em Cirurgia Bucomaxilofacial (Peterson, Hupp; AAOMS; UpToDate).
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