Interferência Oclusal: são contatos que produzem desvios da ...
( ) Cárie. ( ) Bruxismo. ( ) Pulpite. ( ) Disfunção musculoarticular. ( ) Contato fisiológico.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA, considerando as manifestações clínicas de cima para baixo:
Gabarito comentado
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Tema central: Interferência oclusal é o contato dentário prematuro que desvia a mandíbula durante o fechamento para a MIH (máxima intercuspidação habitual). Esses “altos” oclusais geram trauma oclusal, hiperatividade muscular e ajustes neuromusculares, podendo produzir sinais e sintomas em dentes, músculos e ATM.
Gabarito: Letra C — F, V, V, V, F.
Justificativa item a item
1) Cárie — Falso. Cárie é uma doença biofilme-açúcar dependente (desbalanço ácido), não uma manifestação de contato prematuro. Interferências podem, indiretamente, dificultar higiene, mas não constituem etiologia direta da cárie. Referência: Fejerskov & Kidd; Diretrizes OMS de saúde bucal.
2) Bruxismo — Verdadeiro. Embora multifatorial e primariamente central (sono/vigília), interferências oclusais podem desencadear ou perpetuar atividade parafuncional por reflexos protetores diante de “altos” oclusais, aumentando carga muscular. Referências: Okeson, Management of TMD and Occlusion (8ª ed.); American Academy of Orofacial Pain (AAOP).
3) Pulpite — Verdadeiro. “Alta” oclusal pode causar sobrecarga, microtrauma e hipermia pulpar, cursando com dor à mastigação e sensibilidade térmica, típica de pulpite reversível; quadros persistentes ou associados a trinca podem evoluir. Referência: Cohen, Pathways of the Pulp (11ª ed.).
4) Disfunção musculoarticular — Verdadeiro. Interferências são fatores de risco/perpetuadores para dor miofascial e sobrecarga da ATM, especialmente em indivíduos suscetíveis. Não são causa única, mas podem precipitar sintomas. Referências: Okeson; AAOP; RDC/TMD.
5) Contato fisiológico — Falso. Contatos fisiológicos em MIH são normais e não constituem manifestação patogênica.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
A (V,V,F,V,V): erra ao considerar cárie e contato fisiológico como manifestações patogênicas.
B (F,V,F,V,V): falha ao negar pulpite e ao considerar contato fisiológico como patogênico.
D (V,V,V,V,V): inclui cárie e contato fisiológico inadequadamente.
E (F,V,F,F,F): nega pulpite e disfunção musculoarticular, ambas possíveis em contato prematuro patogênico.
Estratégia de prova: identifique o que é diretamente bacteriano/metabólico (cárie) — geralmente não se associa a oclusão — e o que resulta de sobrecarga mecânica (bruxismo, sintomas pulpares por “alta” oclusal, dor muscular/ATM). Atenção à palavra “patogênico”: “contato fisiológico” não entra.
Conduta prática: ajuste oclusal criterioso quando indicado, placa interoclusal para controle de cargas/parafunção, manejo de dor muscular, e acompanhamento endodôntico quando houver sinais de pulpite. Basear a decisão em diagnóstico clínico e articulador quando necessário.
Fontes essenciais: Okeson JP. Management of TMD and Occlusion; Dawson P. Functional Occlusion; AAOP Guidelines; Cohen S. Pathways of the Pulp; OMS – Saúde Bucal.
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