Menina de 12 anos procura pronto-socorro com queixa de dor ...
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Tema central: O tema central da questão é a abordagem diagnóstica das doenças hepatobiliares em pediatria, destacando a colangite aguda e a diferenciação frente a outras causas de dor abdominal, alterações de enzimas hepáticas e alterações ultrassonográficas.
Justificativa da alternativa correta (B – Colangite aguda):
Os principais achados da paciente são: dor abdominal epigástrica irradiando para dorso, náuseas, leucocitose intensa (20.000), proteína C reativa elevada e marcante elevação de GGT (1200 mg/dL), AST/ALT elevadas, e ultrassom mostrando espessamento da vesícula e líquido pericolecístico. Esses achados, segundo as Diretrizes de Tóquio e a literatura (ex: Harrison’s Principles of Internal Medicine), sugerem inflamação sistêmica e envolvimento do trato biliar.
A colangite aguda decorre tipicamente de infecção bacteriana dos ductos biliares, quase sempre associada a obstrução (como por cálculo). Apesar da ausência de icterícia significativa, a elevação importante de GGT e sinais de processo infeccioso reforçam esse diagnóstico. O padrão laboratorial e de imagem dificilmente corresponde a outras hepatopatias isoladas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Colelitíase: Refere-se à presença de cálculos biliares sem sinais claros de infecção ou processo inflamatório sistêmico. O quadro laboratorial da paciente indica complicação infecciosa, o que vai além de uma simples colelitíase.
C) Hepatite aguda: Normalmente cursa com elevações de AST/ALT superiores a 500 U/L e sem essa marcada alteração de GGT. O ultrassom em hepatite não costuma mostrar líquido pericolecístico/espessamento da vesícula.
D) Coledocolitíase: Trata-se de cálculo no ducto colédoco, que pode ou não estar associado à infecção. O quadro infeccioso sistêmico da paciente torna o diagnóstico mais adequado colangite do que coledocolitíase isolada.
Pontos-chave e estratégias para provas:
- Destaque as palavras que caracterizam infecção sistêmica (leucocitose, PCR elevada) e colestase (GGT aumentada).
- Fique atento à correlação clínico-laboratorial e ao achado de imagem para confirmar inflamação/infeção da via biliar.
- Evite confundir "colangite aguda" (infecção) com "coledocolitíase" (presença de cálculo, com ou sem infecção).
Citação de referência: Segundo as Diretrizes de Tóquio (2018), diagnóstico de colangite aguda se faz na presença de sinais inflamatórios sistêmicos, evidência laboratorial de colestase e achados de imagem de alteração biliar (seção “critério diagnóstico”).
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