Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo masculino, p...
Paciente do sexo masculino, portador de ICFEr e FEVE = 35%, em consulta ambulatorial de rotina, refere estar bem e com cansaço apenas aos grandes esforços (classe funcional II - NYHA). Ele faz uso regular de Bisoprolol 10 mg ao dia, Enalapril 10 mg, duas vezes ao dia, Espironolactona 25 mg ao dia e Furosemida 40 mg ao dia. Ao exame físico ele se apresenta com perfil quente e seco, ritmo regular, FC = 54 bpm e PA = 100x60 mmHg.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica, a conduta apropriada é:
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Pela Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda, o paciente com ICFEr, FEVE de 35%, NYHA II, em uso de IECA, betabloqueador e antagonista mineralocorticoide, e com PA de 100x60 mmHg, deve ter o IECA substituído por sacubitril/valsartana; com PA acima de 100 mmHg e uso prévio de dose alta/equivalente de IECA/BRA, a dose inicial indicada é 49/51 mg 2x/dia.
- Em ICFEr, diferencie paciente compensado de paciente plenamente otimizado: estar quente e seco não elimina necessidade de intensificar terapia modificadora de prognóstico.
- Se a questão citar diretriz de IC e o doente tiver FEVE ≤ 35% com sintomas persistentes apesar de IECA/BRA, betabloqueador e antagonista mineralocorticoide, pense em trocar IECA/BRA por sacubitril/valsartana.
- Bradicardia numérica isolada não basta para reduzir betabloqueador; procure sinais de intolerância clínica ou instabilidade hemodinâmica.
- Não trate NYHA II como ausência de sintomas: esse detalhe sustenta a indicação de otimização terapêutica.
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