Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...
Paciente do sexo feminino, de 45 anos, foi encaminhada ao serviço de hepatologia por apresentar astenia, prurido, icterícia e xantelasmas. Refere episódios anteriores de icterícia, além de “escurecimento” da urina (sic). Apresentava AST/ALT discretamente elevadas, com fosfatase alcalina e gama-GT acima de 10 vezes o limite superior da normalidade, além de aumento de bilirrubina total. Exames laboratoriais: anti-HCV negativo; HbsAg negativo; anti-Hbc IgM e IgG negativos; FAN negativo; anti-miticôndrias positivo e anti-LKM-1 negativo.
Nesse caso, o diagnóstico é:
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O caso combina síndrome colestática crônica em mulher de meia-idade, com prurido, colúria, xantelasmas, FA e GGT acima de 10 vezes o limite superior e anticorpo antimitocôndria positivo; esse conjunto é altamente sugestivo de colangite biliar primária e define o gabarito D.
- Primeiro classifique o padrão enzimático: FA/GGT muito acima de AST/ALT indica colestase, não hepatite hepatocelular predominante.
- Em mulher de meia-idade com prurido, colúria e xantelasmas, procure AMA: essa combinação favorece fortemente colangite biliar primária.
- Não chame toda doença hepática autoimune de hepatite autoimune; diferencie lesão hepatocelular de doença biliar autoimune.
- Leia a sorologia viral antes de considerar hepatite crônica viral como diagnóstico.
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