Leia o caso clínico a seguir. Paciente chagásico, de 75 ano...

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Q4152612 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente chagásico, de 75 anos, cardiopata e portador de marcapasso cardíaco, vem evoluindo com disfagia progressiva e desnutrição. A avaliação radiológica e endoscópica revelaram dilatação moderada do esôfago, com ondas terciárias frequentes e presença de resíduos alimentares sólidos.

Nesse caso, qual é a conduta adequada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Idoso de 75 anos, cardiopata e com marcapasso, com disfagia progressiva, retenção alimentar e dilatação esofágica moderada: o perfil favorece a dilatação endoscópica pneumática com balão, por ser a opção menos invasiva e mais adequada ao maior risco operatório.

Tema central: Conduta no megaesôfago chagásico
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a dilatação endoscópica pneumática com balão é tratamento estabelecido para acalásia/megaesôfago chagásico e tem especial adequação quando se busca menor invasividade. O quadro mostra disfagia progressiva com estase alimentar em contexto de megaesôfago chagásico, e o dado decisivo é o perfil clínico de maior risco cirúrgico. Além disso, a descrição de dilatação moderada não sugere forma terminal que imponha procedimento reconstrutivo mais agressivo. O método atua reduzindo a obstrução funcional na transição esofagogástrica e atende ao objetivo terapêutico do caso.
B
Errada
Está errada porque dilatação com sonda não é a técnica padrão para acalásia/megaesôfago chagásico. O critério decisivo aqui é a dilatação pneumática com balão como método terapêutico consagrado para esse mecanismo funcional obstrutivo; a sonda/bougie não é a opção padrão cobrada neste cenário. Não se pode equiparar sonda à técnica pneumática neste caso.
C
Errada
Está errada porque, embora a cardiomiotomia cirúrgica possa ser eficaz na acalásia, ela é mais invasiva. O enunciado destaca justamente os elementos que pesam contra escolhê-la como melhor conduta entre as opções: idade avançada, cardiopatia e marcapasso. Nesse contexto, a relação risco-benefício favorece a alternativa endoscópica menos agressiva.
D
Errada
Está errada porque a cirurgia de Serra-Dória é procedimento de maior porte, lembrado em situações mais avançadas ou anatomicamente mais complexas. O caso descreve dilatação moderada, sem caracterização de megaesôfago terminal, e ainda com alto risco cirúrgico. Há desproporção entre a invasividade dessa operação e o cenário clínico-radiológico apresentado.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: induzir cirurgia apenas porque o paciente é chagásico e sintomático, ignorando o alto risco operatório e a dilatação moderada; e confundir qualquer dilatação endoscópica com a técnica correta, quando o padrão aqui é a dilatação pneumática com balão, não com sonda.
Dica para questões semelhantes
  • Em acalásia/megaesôfago, não decida só pelo diagnóstico; o risco cirúrgico do paciente pode deslocar a melhor resposta para método endoscópico menos invasivo.
  • Diferencie técnica de dilatação: para esse mecanismo funcional, a referência clássica é balão pneumático, e não sonda.
  • Dilatação moderada sem sinais de forma terminal não sustenta automaticamente cirurgia de maior porte.
  • Disfagia progressiva com resíduos alimentares e ondas terciárias aponta distúrbio motor com estase; isso define o alvo do tratamento como redução da resistência funcional da transição esofagogástrica.

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