A patologia gástrica que cursa com maior risco de desenvolv...

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Q4152611 Medicina
A patologia gástrica que cursa com maior risco de desenvolvimento de adenocarcinoma é a seguinte:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão compara o risco de adenocarcinoma gástrico entre patologias gástricas específicas. O dado decisivo é que a gastrite atrófica autoimune integra a sequência gastrite crônica atrófica → metaplasia intestinal → displasia → adenocarcinoma, com atrofia do corpo/fundo, perda de células parietais, hipocloridria/aclorridria e hipergastrinemia, o que sustenta o gabarito C.

Tema central: Risco de adenocarcinoma gástrico
Análise das alternativas
A
Errada
Gastrite eosinofílica é uma doença inflamatória eosinofílica do trato gastrointestinal, mas não compõe classicamente a via atrófica-metaplásica do adenocarcinoma gástrico. O erro da alternativa é confundir inflamação crônica com lesão pré-neoplásica estabelecida.
B
Errada
A doença de Menetrier pode ter associação descrita com malignidade gástrica, portanto não é uma alternativa absurda. Porém a questão pede a patologia com maior risco comparativo para adenocarcinoma entre as opções, e esse papel é mais clássico e mais definidor na gastrite atrófica autoimune, pela sequência atrofia glandular → metaplasia → displasia.
C
Certa
A gastrite atrófica autoimune é uma causa clássica de gastrite crônica atrófica da mucosa oxíntica corporal. A destruição de células parietais leva a hipocloridria ou aclorridria e hipergastrinemia, em um contexto de atrofia glandular que favorece metaplasia intestinal e displasia. Esse encadeamento fisiopatológico a coloca como condição pré-neoplásica reconhecida para adenocarcinoma gástrico. Entre as alternativas, é a que tem vínculo mais direto, forte e clássico com a carcinogênese gástrica.
D
Errada
A gastrite alcalina por refluxo enterogástrico corresponde a gastropatia química/reactiva por agressão biliar e duodenal. Esse mecanismo de injúria não é, entre as opções dadas, o precursor clássico principal de adenocarcinoma gástrico. Portanto, ela não supera a associação pré-neoplásica da gastrite atrófica autoimune.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer gastropatia crônica e uma condição pré-neoplásica clássica, além de induzir ao erro com a lembrança de que a doença de Menetrier pode se associar a câncer, embora a associação mais forte e típica com adenocarcinoma, nesta comparação, seja da gastrite atrófica autoimune.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o desfecho cobrado for adenocarcinoma gástrico, procure a entidade que participa da sequência atrófica-metaplásica-displásica.
  • Não iguale associação eventual com câncer a condição pré-neoplásica clássica; a força e a especificidade do vínculo importam.
  • Na gastrite atrófica autoimune, lembre do conjunto corpo/fundo + perda de células parietais + aclorridria/hipergastrinemia + metaplasia/displasia.

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