A radioproteção em serviços de radiodiagnóstico baseia-se n...

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Q3907541 Radiologia
A radioproteção em serviços de radiodiagnóstico baseia-se nos princípios da justificação, otimização e limitação de doses. O Técnico em Raio X deve utilizar dispositivos de monitorização individual para garantir que a exposição ocupacional permaneça dentro dos limites legais estabelecidos pelas autoridades sanitárias nacionais. No contexto da Portaria do Ministério da Saúde número quatrocentos e cinquenta e três de mil novecentos e noventa e oito, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão se ancora expressamente na Portaria SVS/MS nº 453/1998, e o critério decisivo dessa norma para radioscopia é a monitoração individual ocupacional: quando o trabalhador permanece em sala usando avental plumbífero, o dosímetro deve ser colocado na região mais exposta do tronco, sobre o avental, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Dosimetria ocupacional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a monitoração ocupacional regular não é integralmente substituída por dosímetro de bolso de leitura direta. A base afirma que a rotina legal de monitoração usa dosímetro individual padronizado de leitura indireta, tipicamente trocado periodicamente, e que o dosímetro de bolso tem limitações e não substitui esse sistema. Além disso, a justificativa de redução de custos com descarte de chumbo é tecnicamente desconexa do objetivo da dosimetria ocupacional.
B
Errada
Está errada por dois motivos objetivos. Primeiro, 50 mSv por mês para o público em geral é valor flagrantemente incompatível com a limitação de dose para indivíduos não ocupacionalmente expostos; a própria base destaca que os limites do público são muito inferiores aos ocupacionais. Segundo, óculos plumbíferos não 'neutralizam' radiação de fundo natural; essa afirmação não tem base física nem normativa.
C
Certa
A alternativa C reproduz a regra técnica da Portaria SVS/MS nº 453/1998 para monitoração ocupacional em radiodiagnóstico. Em procedimentos com permanência em sala de radioscopia, há uso de avental plumbífero e a estimativa adequada da exposição ocupacional exige que o dosímetro individual fique na região mais exposta do tronco, sobre o avental. Esse é o ponto normativo específico cobrado pela questão.
D
Errada
Está errada porque descreve um método inexistente e fisicamente incompatível com o contexto do radiodiagnóstico por raios X. A monitoração ambiental nesse cenário se relaciona a levantamento radiométrico, avaliação de blindagem e controle de áreas, não a 'teste de fumaça de iodo' nem à pesquisa exclusiva de nêutrons térmicos em portas de madeira. Nêutrons térmicos não são a preocupação física típica dos equipamentos diagnósticos de raios X.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre saber que o dosímetro fica no tronco e errar seu posicionamento na radioscopia: no cenário com avental plumbífero, a regra cobrada pela Portaria 453/1998 é uso sobre o avental, além de misturar isso com alternativas absurdas sobre limites de dose e monitoração ambiental.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado citar a Portaria 453/1998 e radioscopia, procure a regra de posicionamento do dosímetro individual no tronco e sobre o avental plumbífero.
  • Não confunda dosímetro de bolso de leitura direta com o sistema regular de monitoração ocupacional previsto para controle periódico.
  • Separe mentalmente limite ocupacional de limite do público; valores muito altos para público geralmente sinalizam alternativa falsa.
  • Em radiodiagnóstico convencional, monitoração ambiental envolve blindagem e levantamento radiométrico, não termos sofisticados sem pertinência física como nêutrons térmicos.

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