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Q3880055 Administração Pública
No debate sobre a Reforma do Estado no Brasil, parte da literatura tem destacado que a discussão sobre o serviço civil e as organizações públicas tem sido frequentemente conduzida sob uma ótica restrita, com ênfase predominante em aspectos fiscais e administrativos. Esse enfoque tende a limitar a incorporação de abordagens estratégicas voltadas ao fortalecimento institucional, ao desempenho organizacional e à construção de confiança dos cidadãos nas instituições públicas.

Considerando esse contexto, é correto afirmar que uma crítica recorrente à condução da Reforma do Estado no país refere-se
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O enunciado caracteriza o debate como predominantemente fiscal e administrativo e afirma que esse enfoque limita abordagens estratégicas. Esse critério identifica a crítica expressa na alternativa A.

Tema central: Enfoque fiscal da reforma
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a referência à folha de pagamentos concretiza a ótica fiscal criticada: o serviço civil é considerado predominantemente por sua dimensão de gasto, com pouca orientação ao fortalecimento institucional. O problema apontado é esse desequilíbrio de perspectiva, não a existência de preocupações fiscais nem a necessidade de eliminá-las.
B
Errada
Confunde restrição de perspectiva com inexistência de instrumentos jurídicos. A crítica ao enfoque fiscal do debate não sustenta a afirmação de que faltam mecanismos legais para concursos públicos e gestão de carreiras.
C
Errada
Transforma a limitação de abordagens estratégicas em ausência absoluta de discussão. A predominância fiscal não significa que eficiência e desempenho jamais tenham sido debatidos.
D
Errada
Desloca o objeto da crítica para o grau de autonomia dos servidores na formulação de políticas. O problema apresentado é a predominância da perspectiva fiscal, não uma autonomia estratégica excessiva.
E
Errada
Trata a construção de confiança como um resultado já plenamente alcançado. A referência à necessidade de fortalecer a confiança dos cidadãos não comprova a completa superação de percepções de ineficiência.
Pegadinha da questão
Confundir predominância ou limitação com inexistência absoluta, como em B e C, e interpretar a construção de confiança como prova de que percepções negativas já foram superadas, como em E.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique se a crítica recai sobre a perspectiva do debate ou sobre a existência de instrumentos: enfoque restrito não demonstra ausência de mecanismos legais.
  • Preserve o alcance das afirmações: predominância de uma dimensão não equivale à exclusividade nem à ausência de qualquer debate sobre outras dimensões.
  • Distinga uma finalidade estratégica, como construir confiança, de um resultado comprovado, como superar completamente percepções negativas.

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Uma crítica amplamente reconhecida na literatura sobre a Reforma do Estado no Brasil é que o debate sobre o serviço civil tem sido conduzido sob uma ótica predominantemente fiscal e administrativa, com foco quase exclusivo em temas como:

  • contenção da folha de pagamento,
  • limitação de gastos com pessoal,
  • ajustes fiscais de curto prazo,
  • racionalização administrativa.

Esse tipo de enfoque reduz o debate a questões de custo e eficiência estritamente operacional, deixando em segundo plano elementos fundamentais para uma reforma estatal mais robusta, tais como:

  • fortalecimento institucional,
  • desenvolvimento organizacional,
  • profissionalização estratégica do serviço civil,
  • melhoria do desempenho público,
  • construção de confiança dos cidadãos.

Assim, a crítica central é que a discussão ignora dimensões estratégicas do serviço civil — incluindo gestão de pessoas, capacidades estatais, cultura organizacional e inovação — e se concentra excessivamente no controle fiscal.

❌ Por que as demais alternativas estão incorretas?

  • B) “inexistência de mecanismos legais para concursos e carreiras” → Não procede: o Brasil possui ampla base legal estruturando concursos, carreiras e regimes estatutários (CF/88, leis federais, estaduais e municipais).
  • C) “ausência de qualquer debate sobre eficiência e desempenho” → O que se critica não é a ausência, mas sim o excesso de foco operacional e fiscal, sem visão estratégica.
  • D) “excessiva autonomia estratégica dos servidores na formulação de políticas” → O debate aponta justamente o contrário: há baixa autonomia gerencial e pouca profissionalização estratégica.
  • E) “completa superação do imaginário social que associa o serviço civil à ineficiência” → Também incorreto: ainda persiste fortemente o estereótipo da burocracia ineficiente.

Questão de interpretação de textos apenas!

No debate sobre a Reforma do Estado no Brasil, parte da literatura tem destacado que a discussão sobre o serviço civil e as organizações públicas tem sido frequentemente conduzida sob uma ótica restrita, com ênfase predominante em aspectos fiscais e administrativos. Esse enfoque tende a limitar a incorporação de abordagens estratégicas voltadas ao fortalecimento institucional, ao desempenho organizacional e à construção de confiança dos cidadãos nas instituições públicas.

Considerando esse contexto, é correto afirmar que uma crítica recorrente à condução da Reforma do Estado no país refere-se:

à adoção de uma visão predominantemente fiscal do serviço civil, centrada na folha de pagamentos e pouco orientada ao fortalecimento institucional.

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