No debate sobre a Reforma do Estado no Brasil, parte da lite...

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Q3880055 Administração Pública
No debate sobre a Reforma do Estado no Brasil, parte da literatura tem destacado que a discussão sobre o serviço civil e as organizações públicas tem sido frequentemente conduzida sob uma ótica restrita, com ênfase predominante em aspectos fiscais e administrativos. Esse enfoque tende a limitar a incorporação de abordagens estratégicas voltadas ao fortalecimento institucional, ao desempenho organizacional e à construção de confiança dos cidadãos nas instituições públicas.

Considerando esse contexto, é correto afirmar que uma crítica recorrente à condução da Reforma do Estado no país refere-se
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Uma crítica amplamente reconhecida na literatura sobre a Reforma do Estado no Brasil é que o debate sobre o serviço civil tem sido conduzido sob uma ótica predominantemente fiscal e administrativa, com foco quase exclusivo em temas como:

  • contenção da folha de pagamento,
  • limitação de gastos com pessoal,
  • ajustes fiscais de curto prazo,
  • racionalização administrativa.

Esse tipo de enfoque reduz o debate a questões de custo e eficiência estritamente operacional, deixando em segundo plano elementos fundamentais para uma reforma estatal mais robusta, tais como:

  • fortalecimento institucional,
  • desenvolvimento organizacional,
  • profissionalização estratégica do serviço civil,
  • melhoria do desempenho público,
  • construção de confiança dos cidadãos.

Assim, a crítica central é que a discussão ignora dimensões estratégicas do serviço civil — incluindo gestão de pessoas, capacidades estatais, cultura organizacional e inovação — e se concentra excessivamente no controle fiscal.

❌ Por que as demais alternativas estão incorretas?

  • B) “inexistência de mecanismos legais para concursos e carreiras” → Não procede: o Brasil possui ampla base legal estruturando concursos, carreiras e regimes estatutários (CF/88, leis federais, estaduais e municipais).
  • C) “ausência de qualquer debate sobre eficiência e desempenho”O que se critica não é a ausência, mas sim o excesso de foco operacional e fiscal, sem visão estratégica.
  • D) “excessiva autonomia estratégica dos servidores na formulação de políticas” O debate aponta justamente o contrário: há baixa autonomia gerencial e pouca profissionalização estratégica.
  • E) “completa superação do imaginário social que associa o serviço civil à ineficiência” → Também incorreto: ainda persiste fortemente o estereótipo da burocracia ineficiente.

Questão de interpretação de textos apenas!

No debate sobre a Reforma do Estado no Brasil, parte da literatura tem destacado que a discussão sobre o serviço civil e as organizações públicas tem sido frequentemente conduzida sob uma ótica restrita, com ênfase predominante em aspectos fiscais e administrativos. Esse enfoque tende a limitar a incorporação de abordagens estratégicas voltadas ao fortalecimento institucional, ao desempenho organizacional e à construção de confiança dos cidadãos nas instituições públicas.

Considerando esse contexto, é correto afirmar que uma crítica recorrente à condução da Reforma do Estado no país refere-se:

à adoção de uma visão predominantemente fiscal do serviço civil, centrada na folha de pagamentos e pouco orientada ao fortalecimento institucional.

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