A aspiração traqueal é um procedimento técnico realizado par...
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O tema central da questão é a aspiração traqueal, um procedimento essencial em pacientes intubados ou traqueostomizados. Este procedimento visa remover secreções das vias aéreas, garantindo a permeabilidade e prevenindo complicações respiratórias. Para responder a questão, é necessário compreender os cuidados adequados durante a aspiração traqueal e as práticas recomendadas.
A alternativa correta é a A: Realizar a aspiração com movimentos rotacionais e em tempo inferior a 15 segundos, monitorando a saturação de oxigênio do paciente.
Justificativa: Durante a aspiração traqueal, é importante realizar movimentos rotacionais enquanto se retira o cateter para evitar lesões na mucosa traqueal e garantir uma remoção eficaz das secreções. O tempo de aspiração deve ser inferior a 15 segundos para minimizar o risco de hipóxia. Além disso, monitorar a saturação de oxigênio do paciente é fundamental para avaliar a condição respiratória e ajustar intervenções conforme necessário.
Análise das alternativas incorretas:
B: Aspirar continuamente durante a introdução do cateter para garantir a remoção imediata das secreções. - Esta abordagem está incorreta. A aspiração contínua enquanto o cateter é introduzido pode causar lesão à mucosa e aumentar o risco de hipóxia, pois remove oxigênio juntamente com as secreções.
C: Utilizar soro fisiológico a cada aspiração para facilitar a remoção das secreções e prevenir obstrução do cateter. - O uso rotineiro de soro fisiológico não é recomendado, pois pode aumentar o risco de infecções e não há evidências de que facilita efetivamente a remoção de secreções.
D: Aspirar o paciente antes de cada administração de oxigênio suplementar para evitar a entrada de secreções nas vias aéreas. - Aspirar antes de cada administração de oxigênio não é uma prática padrão e pode ser prejudicial se feito de forma excessiva, aumentando o risco de lesões e infecções.
Ao responder questões como esta, é importante ler cada alternativa com atenção, considerando práticas baseadas em evidências e diretrizes de segurança. Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
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CONCEITO É uma técnica mecânica manual de remoção de secreção de vias aéreas utilizada quando o paciente não consegue removê-las sozinho.
RESPONSÁVEL O procedimento em paciente graves deve ser realizado por enfermeiro (a), conforme Resolução do COFEN Nº 557/2017 e pelos demais profissionais de enfermagem, quando prescritos e supervisionados pelo profissional de nível superior, exceto casos de emergência; ou por fisioterapeuta em virtude do atendimento ao paciente (COFITO - Acórdão Nº 474, de 20/05/2016)
. MATERIAL/EQUIPAMENTOS PARA USO DO SISTEMA FECHADO
• Luva de procedimento;
• Sistema fechado de aspiração para TOT ou para TQT;
• Ampola de água destilada ou copo com água para lavar o sistema;
• Seringa de 20 ml;
• Ampola de 10ml ou frasco de SF 0,9%;
• Aparelho de aspiração portátil;
• Equipamentos de proteção individual (EPI): gorro, máscara, óculos de proteção, jaleco;
• Monitor multiparamétrico ou oxímetro de pulso;
• Estetoscópio.
MATERIAL/EQUIPAMENTOS PARA USO DO SISTEMA ABERTO
• Luva de estéril;
• Sonda de aspiração nº 8 ou 10 para crianças, nº 12 ou 14 para adultos;
• Ampola de água destilada ou copo com água para lavar o sistema;
• Seringa de 10 ml com SF 0,9% ou ampola de 10ml de SF0,9%;
• Equipamentos de proteção individual (EPI): gorro, máscara, óculos de proteção, jaleco;
• Aparelho de aspiração portátil;
• Ressuscitador manual (ambú);
• Monitor multiparamétrico ou oxímetro de pulso;
• Estetoscópio.
DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS
a. Avaliar o paciente e, se constatada a indicação, iniciar o procedimento;
b. Realizar higienização das mãos;
c. Reservar o material em bandeja, cuba-rim ou mesa de cabeceira;
d. Apresentar-se e explicar o procedimento ao paciente e/ou acompanhante;
e. Promover privacidade, utilizando cortina ou biombos, se necessário;
f. Posicionar adequadamente o paciente para o procedimento, mantendo a cabeceira da cama de 30°
a 45°;
g. Aspirar água estéril ou soro fisiológico 0,9% em uma seringa de 20 ml.
h. Abrir e testar o funcionamento do sistema de aspiração;
i. Pré-oxigenar o paciente intubado, definindo a FiO2 a 100 % ou modo aspiração (se disponível) com o
objetivo de elevar o conteúdo arterial de O2 antes do procedimento;
j. Colocar EPI;
k. Na instalação do sistema fechado adaptar a conexão da sonda de aspiração do sistema à extremidade
do TOT ou da TQT e a outra extremidade ao sistema de vácuo, identificar com a data da instalação. Para o sistema aberto, conectar a sonda de aspiração ao látex;
l. Destravar a válvula de aspiração do sistema fechado para abrir o sistema a vácuo;
m. Introduzir a sonda do sistema de aspiração na via aérea artificial, quando perceber uma resistência
(carina) elevá-la 1 ou 2 cm e então liberar o vácuo de aspiração apertando o clampe do sistema, realizar movimentos lentos de vai e vem e retirar lentamente a sonda.
n. Se secreção espessa, instilar SF 0,9% (+/- 5 ml para adulto, 2ml para criança, no dispositivo de instilação e sem necessidade de desconexão do ventilador, quando em uso do SFA);
o. Não exceder um período superior a 10 a 15 segundos em cada aspiração;
p. Após o procedimento, realizar lavagem da sonda do sistema fechado com 20ml de água destilada, utilizando o injetor lateral do sistema;
q. Travar a válvula de aspiração do sistema fechado;
r. Desconectar a seringa e mantê-la protegida em seu invólucro estéril;
s. Desconectar o vácuo do sistema de aspiração fechado e colocar a tampa protetora;
t. Conectar o intermediário de aspiração à uma sonda de aspiração (caso não esteja usando o SAA) e aspirar as vias aéreas superiores, introduzindo primeiro a sonda cavidade nasal, em seguida liberar o vácuo e aspirar; realizar o mesmo procedimento para a cavidade oral;
u. Lavar o intermediário de aspiração com água;
v. Desligar o sistema de vácuo e proteger sua ponta;
w. Deixar a unidade em ordem, destinando o material utilizado para limpeza ou descarte;
x. Certificar-se da organização do leito, posicionamento e conforto do paciente;
y. Retirar os EPI’s e proceder a nova higienização das mãos;
z. Realizar as anotações necessárias, descrevendo aspecto, característica, coloração, quantidade de secreção e possíveis intercorrências, assinando e carimbando o relato no prontuário do paciente.
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-norte/hdt-uft/acesso-a-informacao/gestao-documental/pop-procedimento-operacional-padrao/divisao-de-enfermagem-1/pop-034-denf-aspiracao-traqueal.pdf
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