Epidemiologia: Dengue Grave Na vigilância de casos de dengu...
Epidemiologia: Dengue Grave
Na vigilância de casos de dengue, qual dos sinais abaixo é considerado um critério de ALARME para dengue grave, exigindo intervenção imediata?
Gabarito comentado
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Tema central: classificação da dengue e reconhecimento de sinais de alarme, que indicam risco de evolução para dengue grave e exigem intervenção imediata.
Alternativa correta: A – Hematêmese
Justificativa: A hematêmese é sangramento gastrointestinal ativo, marcador de gravidade na dengue. Indica possível coagulopatia/plaquetopenia e extravasamento plasmático, com risco de choque hipovolêmico. Nas diretrizes da OMS (2009, atualizadas) e do Ministério da Saúde do Brasil, sangramento significativo exige avaliação hospitalar imediata, monitorização, acesso venoso, reposição volêmica com cristaloides e investigação laboratorial (hemograma seriado, hematócrito, plaquetas, coagulograma). É o único achado entre as opções que, isoladamente, demanda conduta urgente (WHO Dengue Guidelines; MS, Guia de Vigilância de Arboviroses).
Estratégia de prova: Ao ver sangramento ativo (hematêmese, melena), pense em alarme/gravidade e priorize intervenção. Sintomas da fase febril (cefaleia, mialgia, exantema) não configuram alarme isoladamente.
Por que as demais estão incorretas?
B – Exantema máculo-papular: comum na fase febril ou no “rash de convalescença”. Não prediz instabilidade hemodinâmica e não é critério de alarme. Conduta: suporte e hidratação oral. (Harrison’s; UpToDate)
C – Cefaleia retroorbitária intensa: sintoma típico da dengue não complicada, relacionado à viremia. Isoladamente, não indica risco iminente de choque/hemorragia. (OMS/MS)
D – Mialgia e artralgia difusas: também integram o quadro inespecífico inicial. Ausentes critérios de alarme sem outros achados (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia, derrames, Ht↑ com plaquetas↓). (MS 2024)
Raciocínio clínico essencial: dengue grave decorre de extravasamento plasmático, coagulopatia e disfunção orgânica. Reconheça precocemente sinais de alarme para evitar evolução a choque. Hematêmese é “red flag” que impõe hidratação venosa guiada (monitorar PAM, diurese), tipagem e prova de compatibilidade se necessário, e hemograma seriado para acompanhar hematócrito e plaquetas. (WHO; MS; UpToDate)
Pegadinha frequente: confundir sintomas da fase febril (cefaleia, mialgia, exantema) com sinal de alarme. Grave-se: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento de mucosas/ativo, letargia, hepatomegalia, derrames cavitários, Ht subindo com plaquetas caindo.
Fontes: OMS – Dengue Guidelines (2009 e atualizações); Ministério da Saúde – Guia de Vigilância de Arboviroses (Brasil); Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Dengue: clinical manifestations and diagnosis; Management).
Gabarito: A
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