Cada um de nós, professor ou não, precisa elevar o grau
da própria autoestima linguística: recusar com veemência
os velhos argumentos que visem menosprezar o saber
linguístico individual de cada um de nós. Temos de nos
impor como falantes competentes de nossa língua materna. Parar de acreditar que “brasileiro não sabe português”,
que “português é muito difícil”, que os habitantes da zona
rural ou das classes sociais mais baixas “falam tudo errado”. Acionar nosso senso crítico toda vez que nos deparamos com um comando paragramatical e saber filtrar as
informações realmente úteis, deixando de lado (e denunciando, de preferência) as afirmações preconceituosas,
autoritárias e intolerantes. Da parte do professor em geral,
e do professor de língua em particular, essa mudança de
atitude deve refletir-se na não aceitação de dogmas, na
adoção de nova postura (crítica) em relação a seu próprio
objeto de trabalho. (Marcos Bagno. Preconceito linguístico)
A nova postura (crítica) defendida por Marcos Bagno solidariza-se ao contido
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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