A fibrose de Symmer evidenciada na ultrasonografia e sugest...
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Tema central da questão: O ponto principal envolve o reconhecimento da fibrose de Symmers à ultrassonografia e sua associação clínica. Essa condição é um marcador imagiológico clássico de esquistossomose hepatoesplênica, refletindo o impacto crônico da infecção pelo Schistosoma mansoni em órgãos abdominais.
Justificativa da alternativa correta (B - esquistossomose):
A fibrose de Symmers refere-se à fibrose periportal hepática, consequência da deposição crônica de ovos do Schistosoma mansoni no sistema porta, levando a resposta inflamatória persistente e espessamento das paredes portais.
Segundo as Diretrizes Técnicas de Vigilância da Esquistossomose Mansoni (2024) do Ministério da Saúde: “A fibrose periportal, conhecida como fibrose de Symmers, é uma característica ultrassonográfica típica da forma hepatoesplênica da doença.”
Portanto, sua presença na ultrassonografia praticamente confirma esquistossomose na fase crônica hepatoesplênica.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Amebíase: a amebíase pode causar abscesso hepático (e não fibrose periportal específica). A lesão clássica é a cavidade ocupada por material necrótico, sem fibrose de Symmers.
- C) Leishmaniose: a leishmaniose visceral pode causar hepatoesplenomegalia, mas NÃO cursa com fibrose de Symmers; seus achados são mais celulares, sem padrão de fibrose periportal.
- D) Diarreia: é um sintoma e não uma doença; não se associa a alterações estruturais hepáticas como a fibrose de Symmers.
- E) Fibrose cística: é doença genética, cursa principalmente com alterações pulmonares e do trato digestivo, não com fibrose hepática característica da esquistossomose.
Dica para provas: Sempre que encontrar o termo fibrose de Symmers, relacione diretamente à esquistossomose hepatoesplênica! Fique atento para não confundir fibrose periportal (esquistossomose) com fibrose difusa (hepatopatias crônicas em geral).
Referências médicas: Obras como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde reforçam essa relação clínica e diagnóstica.
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