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Q3615484 Enfermagem
Durante o atendimento de rotina na Unidade Básica de Saúde (UBS), o técnico de enfermagem realiza a triagem de um recém-nascido de 6 dias, trazido pela mãe que relata que o bebê está mamando no peito, mas que "parece sempre com fome" e tem feito pouca urina. Ao observar a fralda, nota que está seca e a mãe relata que o bebê urina uma ou duas vezes por dia. O bebê está ictérico até a parte inferior do abdome, com fontanela normotensa, pele fina e sem lesões aparentes. Diante dessa situação, o técnico de enfermagem deve: 
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Tema central: Triagem do recém-nascido na Atenção Básica com sinais de ingesta insuficiente e icterícia significativa. Em RN com 5–7 dias, urinar apenas 1–2 vezes/dia é sinal de alerta para desidratação/aleitamento ineficaz. A icterícia que alcança abdome inferior (Kramer 3–4) requer avaliação imediata e dosagem de bilirrubinas.

Gabarito: C – “Registrar os achados e comunicar imediatamente à equipe de enfermagem para avaliação”.

Justificativa: O conjunto “pouca urina (oligúria) + aparente fome constante + icterícia até abdome inferior” sugere aleitamento materno insuficiente com risco de desidratação (até hipernatrêmica) e hiperbilirrubinemia (“icterícia do aleitamento” na 1ª semana). Diretrizes da SBP e do Ministério da Saúde orientam que RN com menos de 6 micções/dia após o 4º–5º dia ou icterícia extensa devem ser avaliados no mesmo dia, com verificação de peso (perda >7–10% é preocupante), técnica da mamada, hidratação e dosagem de bilirrubina (transcutânea ou sérica), com conduta segundo nomogramas para fototerapia/encaminhamento. Fontanela normotensa não exclui desidratação inicial. Referências: SBP – Icterícia Neonatal: Diagnóstico e Tratamento; MS – Atenção à Saúde do RN; UpToDate – Evaluation of neonatal jaundice.

Por que as demais estão incorretas?

A) Oferecer chá de camomila: contraindicado. Qualquer líquido além do leite materno no 1º mês reduz a ingesta de leite, piora a icterícia por diminuição do “flush” intestinal e aumenta risco de infecção e desidratação. OMS/UNICEF e SBP recomendam aleitamento exclusivo.

B) Apenas registrar, reforçar aleitamento e agendar retorno: inadequado. Há sinais de alarme (oligúria e icterícia extensa) que exigem avaliação imediata, não podendo aguardar consulta futura. Perde-se janela para intervir em desidratação e hiperbilirrubinemia potencialmente neurotóxica.

D) Dizer que icterícia é “normal” e atribuir choro à cólica: minimiza risco. Embora a icterícia fisiológica seja comum, a extensão (até abdome inferior no 6º dia) e a oligúria associada à fome indicam icterícia por ingesta inadequada, que requer medir bilirrubina e corrigir a amamentação. “Cólica” não explica oligúria persistente.

Estratégia de prova: Em RN na 1ª semana, identifique “bandeiras vermelhas”: micções < 6/dia após o 4º–5º dia, icterícia progressiva/extensa, mamada ineficaz, perda ponderal importante. Diante delas, a conduta na UBS é registrar e acionar imediatamente a equipe para avaliação, pesagem, observação da mamada, bilirrubina e definição de necessidade de fototerapia/encaminhamento.

Referências essenciais: SBP – Icterícia Neonatal (atualizações); Ministério da Saúde – Atenção à Saúde do Recém-Nascido; OMS/UNICEF – Aleitamento Exclusivo; UpToDate – Neonatal jaundice: evaluation and management.

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