Durante uma roda de conversa educativa na unidade básica de...
Gabarito comentado
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Tema central: abordagem do adolescente com suspeita de IST na Atenção Básica, com foco em acolhimento, escuta qualificada, sigilo e encaminhamento oportuno, respeitando a autonomia progressiva prevista em lei.
Gabarito: B
Por que a alternativa B é correta? A conduta do técnico de enfermagem, na APS, diante de um adolescente de 17 anos com ferida genital compatível com IST (ex.: úlcera indolor → suspeita de sífilis primária) é garantir escuta qualificada e sigilo, fornecendo orientações imediatas (uso de preservativos, abstinência sexual até avaliação, sinais de alarme) e encaminhamento para avaliação pela equipe (enfermeiro/médico) para testagem e tratamento. Diretrizes do Ministério da Saúde (PCDT-IST) e padrões da OMS para serviços amigáveis ao adolescente reforçam confidencialidade e acolhimento sem barreiras. O ECA (Lei 8.069/90) assegura acesso a ações de saúde e confidencialidade, salvo risco iminente ou violência.
Como interpretar a questão: Identifique palavras-chave: adolescente (17 anos), sigilo, ferida genital indolor (pensa-se em sífilis), e papel do técnico. A resposta que une acolhimento + orientação + encaminhamento, mantendo sigilo, é a típica preconizada por diretrizes.
Condutas práticas imediatas do técnico: acolher sem julgamentos; orientar redução de riscos; ofertar e orientar uso de preservativos; organizar o fluxo para testagem rápida (HIV, sífilis, hepatites) conforme protocolo local; priorizar avaliação do enfermeiro/médico para diagnóstico (VDRL/treponêmicos) e tratamento (ex.: penicilina benzatina para sífilis); estimular busca de parceiros para avaliação, preservando sigilo.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
A) “Aguardar responsável” cria barreira e retarda cuidado de uma condição potencialmente transmissível. Vai contra o princípio de acesso e confidencialidade a adolescentes, previsto no ECA e em diretrizes do MS/OMS.
C) “Não falar de IST sem autorização dos pais” contraria o direito do adolescente ao atendimento confidencial em saúde sexual e reprodutiva. Exceções: risco de vida, violência/abuso (quando há, deve-se acionar os fluxos de proteção).
D) “Apenas registrar e repassar” minimiza o papel do técnico. A educação em saúde, o acolhimento e a orientação são atribuições do técnico na APS; o encaminhamento é necessário, mas não exclui a orientação imediata.
Dica de prova (pegadinha): Em adolescentes ≥14 anos, a regra é confidencialidade e acesso. Opções que exigem “autorização dos pais” ou que retardam atendimento costumam estar incorretas, salvo situações de risco/violência.
Referências essenciais: Ministério da Saúde – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para IST (2020/2022); Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90); OMS – Global Standards for Quality Health-Care Services for Adolescents (2015).
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