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Q3615483 Enfermagem
Durante uma roda de conversa educativa na unidade básica de saúde, um adolescente de 17 anos relata, em sigilo ao técnico de enfermagem, que está com ferida indolor na região genital há cerca de uma semana, mas tem vergonha de contar aos pais e teme julgamento. Diante da situação, considerando o papel do técnico de enfermagem na abordagem de infecções sexualmente transmissíveis (IST), é correto afirmar que:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: abordagem do adolescente com suspeita de IST na Atenção Básica, com foco em acolhimento, escuta qualificada, sigilo e encaminhamento oportuno, respeitando a autonomia progressiva prevista em lei.

Gabarito: B

Por que a alternativa B é correta? A conduta do técnico de enfermagem, na APS, diante de um adolescente de 17 anos com ferida genital compatível com IST (ex.: úlcera indolor → suspeita de sífilis primária) é garantir escuta qualificada e sigilo, fornecendo orientações imediatas (uso de preservativos, abstinência sexual até avaliação, sinais de alarme) e encaminhamento para avaliação pela equipe (enfermeiro/médico) para testagem e tratamento. Diretrizes do Ministério da Saúde (PCDT-IST) e padrões da OMS para serviços amigáveis ao adolescente reforçam confidencialidade e acolhimento sem barreiras. O ECA (Lei 8.069/90) assegura acesso a ações de saúde e confidencialidade, salvo risco iminente ou violência.

Como interpretar a questão: Identifique palavras-chave: adolescente (17 anos), sigilo, ferida genital indolor (pensa-se em sífilis), e papel do técnico. A resposta que une acolhimento + orientação + encaminhamento, mantendo sigilo, é a típica preconizada por diretrizes.

Condutas práticas imediatas do técnico: acolher sem julgamentos; orientar redução de riscos; ofertar e orientar uso de preservativos; organizar o fluxo para testagem rápida (HIV, sífilis, hepatites) conforme protocolo local; priorizar avaliação do enfermeiro/médico para diagnóstico (VDRL/treponêmicos) e tratamento (ex.: penicilina benzatina para sífilis); estimular busca de parceiros para avaliação, preservando sigilo.

Por que as demais alternativas estão incorretas?

A) “Aguardar responsável” cria barreira e retarda cuidado de uma condição potencialmente transmissível. Vai contra o princípio de acesso e confidencialidade a adolescentes, previsto no ECA e em diretrizes do MS/OMS.

C) “Não falar de IST sem autorização dos pais” contraria o direito do adolescente ao atendimento confidencial em saúde sexual e reprodutiva. Exceções: risco de vida, violência/abuso (quando há, deve-se acionar os fluxos de proteção).

D) “Apenas registrar e repassar” minimiza o papel do técnico. A educação em saúde, o acolhimento e a orientação são atribuições do técnico na APS; o encaminhamento é necessário, mas não exclui a orientação imediata.

Dica de prova (pegadinha): Em adolescentes ≥14 anos, a regra é confidencialidade e acesso. Opções que exigem “autorização dos pais” ou que retardam atendimento costumam estar incorretas, salvo situações de risco/violência.

Referências essenciais: Ministério da Saúde – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para IST (2020/2022); Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90); OMS – Global Standards for Quality Health-Care Services for Adolescents (2015).

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