Diagnóstico de Embolia Pulmonar Paciente com taquipneia, do...

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Q3451896 Medicina

Diagnóstico de Embolia Pulmonar


Paciente com taquipneia, dor pleurítica e saturação 88%. Qual o algoritmo diagnóstico RECOMENDADO?

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Tema central: diagnóstico de embolia pulmonar (EP) em paciente com sinais típicos (taquipneia, dor pleurítica, dessaturação). A conduta correta baseia-se na probabilidade clínica pré-teste, seguida de exames sequenciais para confirmar ou excluir o diagnóstico.

Gabarito: A — A sequência Escore de Wells → D-dímero (se baixo/intermediário) → Angio-TC (se alto ou se D-dímero positivo) é a recomendada por diretrizes internacionais (ESC/ERS 2019-2024; CHEST/ACCP 2021; UpToDate; Harrison). Raciocínio:

• Estime a probabilidade clínica (Wells ou Genebra).
Baixa ou intermediária: dosar D-dímero (preferir ajuste por idade: idade×10 ng/mL para >50 anos). Se negativo, exclui EP; se positivo, realizar Angio-TC de artérias pulmonares.
Alta probabilidade: ir direto para Angio-TC (não perder tempo com D-dímero).
• Se instável hemodinamicamente: considerar ecocardiograma à beira-leito e tratamento imediato, mas isso é um ramo específico do algoritmo.

Por que as demais estão incorretas?

B) RX tórax → Eco → Cintilografia: radiografia é inespecífica; ecocardiograma é útil para estratificação e em instabilidade, não para confirmar EP em estáveis; cintilografia V/Q é alternativa quando Angio-TC é contraindicada (gravidez, alergia ao contraste, insuficiência renal) e com RX normal, não etapa padrão sequencial.

C) Gasometria → Troponina → RMN: gasometria pode mostrar hipoxemia/hipocapnia, mas não diagnostica EP; troponina serve para prognóstico, não para confirmação; ressonância magnética não é método de escolha para EP (disponibilidade e acurácia inferiores ao padrão).

D) US venoso → Eletrólitos → Punção lombar: eletrólitos e punção lombar não têm papel na investigação de EP; o Doppler venoso pode confirmar TVP e permitir tratar quando Angio-TC é inviável, mas não substitui o algoritmo padrão em pacientes estáveis.

Dicas de prova: associe “probabilidade clínicaD-dímero (se baixo/intermediário)imagem (Angio-TC)”. Lembre: D-dímero tem alta sensibilidade e baixa especificidade (falso-positivo em idosos, câncer, pós-operatório), por isso o ajuste por idade e o uso das regras PERC em probabilidade muito baixa reduzem exames desnecessários.

Referências: ESC/ERS Guidelines for Acute PE (2019; atualização 2024), CHEST/ACCP 2021, UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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