“Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma cria...
Nesse segmento o termo “dos quais” retoma um termo anterior – “um velho, dois homens feitos e uma criança”.
Nas opções a seguir, de citações diversas, há termos destacados que são referidos na continuidade da frase. Assinale aquela em que essa segunda referência é feita por um termo cognato.
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Termo cognato é aquele com uma origem semelhante:
Viver é raciocinar. E o raciocínio é o supremo bem da vida. Quem raciocina não sofre.
entendi bulhufas
A questão não é difícil, visto que é um conteúdo incessantemente cobrado pelo banca. Vejamos a resolução da questão abaixo:
- A) “Muitos julgam cumprir o seu dever pronunciando aforismos abstratos para uso alheio em vez de pregar por meio de exemplo.”
- pronunciando aforismos abstratos x ? *
- B) “Qualquer coisa que faças, faze-o com prudência e considera o fim.”
- qualquer coisa é referido pelo pronome o.
- coesão pelo emprego de pronomes.
- C) “Nunca fazemos bem alguma coisa enquanto não paramos de pensar na maneira de fazê-la.”
- qualquer coisa é retomado pelo pronome a.
- coesão pelo emprego de pronomes.
- D) “Viver é raciocinar. E o raciocínio é o supremo bem da vida. Quem raciocina não sofre.”
- Raciocinar é retomado por o raciocínio.**
- coesão pelo emprego de termos cognatos.
- E) “Água, água por toda a parte, e nenhuma gota para beber.”
- água é retomado por gota.
- Coesão pelo emprego de termos sinônimos (ou sinônimos contextuais).
Obs.: Dois adendos devem ser feitos, o primeiro quanto à letra A; o segundo, quanto à letra D.
*Quanto à letra A, não se observa coesão por referenciação, pois não há elemento que retome ou substitua a expressão “pronunciando aforismos abstratos”. O mecanismo coesivo presente é de oposição, introduzido pela locução “em vez de”, a qual estabelece contraste entre duas ações, garantindo a progressão textual, mas que não se configura como coesão referencial.
**No tocante à letra D, cumpre esclarecer que termos cognatos são aqueles oriundos (provenientes) de uma mesma raiz (ou radical), mas que pertençam a classes gramaticais distintas. É o que se verifica, por exemplo, em “estudar” (verbo) e “estudante” (substantivo), em que cada palavra possui sua classe gramatical, embora possuam uma mesma base comum ( "estud-" ). Conclui-se, portanto, que a cognaticidade pressupõe identidade de base lexical comum (isto é: palavras de mesma base), podendo manifestar-se em diferentes classes gramaticais, como verbo e substantivo, verbo e adjetivo, ou mesmo substantivo e adjetivo. P. ex.:
- 1. Ele decidiu estudar mais. O estudo constante trouxe bons resultado.
- Estudar = verbo / o estudo = substantivo. (coesão por termos cognatos)
- 2. Precisamos analisar o problema com cuidado. Essa análise exige atenção.
- Analisar = verbo / análise = substantivo. (coesão por termos cognato)
- 3. Ela vive intensamente. A vida, para ela, é movimento.
- vive = verbo / a vida = substantivo. (coesão por termos cognato)
O mesmo também ocorre na letra D, em que "raciocinar" é um verbo e "raciocínio" é substantivo, ambos provenientes de mesma base lexical (ou seja, possuem a mesma raiz = "raciocina-") e pertencem a classes gramaticais diferentes.
- D) Viver é raciocinar. E o raciocínio é o supremo bem da vida. Quem raciocina não sofre.
- racionar = verbo / o raciocínio = substantivo. (coesão por termos cognato)
Gabarito letra D.
Termos cognatos são palavras que compartilham a mesma origem etimológica, resultando em grafia e significados semelhantes ou idênticos.
No caso da letra [e] temos a única assertiva com em que na frase existem outras palavras oriundas da mesma origem da palavra destacada "raciocinar": "raciocínio" e "raciocina".
Examinador fã de Iron Maiden
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