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Q3615472 Enfermagem
Durante a aferição da pressão arterial em um paciente adulto internado, o técnico de enfermagem observa que a pressão sistólica apresenta variação maior que 10 mmHg entre os dois braços. Considerando esse achado e as boas práticas na verificação da pressão arterial, pode-se afirmar que:
Alternativas

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Tema central: diferença de pressão arterial entre os braços (interarm) e sua interpretação clínica. Em adultos, pequenas diferenças são esperadas, porém diferenças sistólicas > 10 mmHg sugerem possível doença arterial periférica e merecem investigação/registro (SBC – Diretrizes Brasileiras de Hipertensão 2020; ACC/AHA 2017; ISH 2020; UpToDate).

Alternativa correta (D) – Justificativa: Diferença sistólica > 10 mmHg pode indicar estenose da artéria subclávia (ou outra obstrução proximal), pois a redução do fluxo em um membro gera pressão mais baixa no braço afetado. Nesses casos, recomenda-se repetir a aferição em ambos os braços, confirmar técnica, e comunicar ao enfermeiro/médico para avaliação. Diretrizes orientam medir ambos os braços na avaliação inicial e, depois, adotar o braço com maior pressão para seguimento (SBC 2020; ESH/ESC 2018; ACC/AHA 2017).

Raciocínio clínico: Diferenças interbraços se associam a doença arterial periférica, maior risco cardiovascular e, quando ≥15–20 mmHg, reforçam suspeita de estenose subclávia ou “subclavian steal”. Outras causas: dissecção de aorta, coarctação, erro técnico.

Boas práticas na aferição: repouso 5 min, manguito adequado, braço ao nível do coração, sem falar, sem “bombear” a mão, medir ambos os braços e repetir se diferença > 10 mmHg. Usar o maior valor para decisões terapêuticas subsequentes (SBC 2020; UpToDate).

Análise das incorretas:

A – “Normal e não requer comunicação”: Incorreto. Diferença > 10 mmHg não é considerada normal; associa-se a doença vascular e deve ser registrada e reportada. Ignorar pode atrasar diagnóstico (SBC 2020; ACC/AHA 2017).

B – “Repetir apenas no braço com maior PA”: Inadequado. Deve-se repetir nos dois braços para confirmar e, então, monitorar pelo braço com maior valor. Desconsiderar o outro membro pode perder um achado clínico relevante.

C – “Aferir apenas no braço dominante”: Falso. Dominância não determina o braço de aferição. A escolha correta é pelo maior valor aferido na avaliação inicial, não pela dominância (SBC 2020; ESH/ESC 2018).

Dicas de prova (pegadinhas): cuidado para não confundir “variação pequena” (≈ até 10 mmHg) com “normal absoluto”. Em enunciados com diferença > 10 mmHg, pense em doença arterial e comunique. Sempre confirme técnica e repita a medida nos dois braços.

Condutas subsequentes (quando confirmado): documentar qual braço tem maior PA; se diferença persistente ≥15–20 mmHg, discutir com equipe sobre investigação de estenose subclávia (ex.: índice tornozelo-braquial, doppler, imagem) conforme avaliação médica.

Referências: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2020 (SBC/SBH/SBN); ACC/AHA 2017; ESH/ESC 2018; ISH 2020; UpToDate, Interarm blood pressure difference.

Gabarito: D

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