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Q3615471 Enfermagem
Uma técnica de enfermagem em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) atende um paciente de 25 anos com febre alta, cefaleia intensa, rigidez de nuca e vômitos há 24 horas. A suspeita diagnóstica levantada pela equipe é de meningite meningocócica. Por se tratar de uma situação que se baseia na vigilância epidemiológica e na legislação sanitária brasileira, a equipe deve:
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Tema central: Vigilância Epidemiológica e Notificação Compulsória em suspeita de doença meningocócica. A tríade clínica (febre, cefaleia, rigidez de nuca) com vômitos em adulto jovem sustenta suspeita de meningite bacteriana, condição de alta gravidade e potencial surtogênico.

Alternativa correta: CNotificação compulsória imediata em até 24h após a suspeita. Segundo o Ministério da Saúde (Guia de Vigilância em Saúde; Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória – Portaria GM/MS nº 1.061/2020 e atualizações), a doença meningocócica exige notificação imediata ao serviço de vigilância (CIEVS/Secretaria Municipal/Estadual) e registro no SINAN, mesmo sem confirmação laboratorial. A rapidez permite iniciar bloqueio de contatos e medidas de controle, reduzindo transmissão e letalidade. OMS e UpToDate reforçam que a ação precoce é crítica em meningococo pela evolução rápida.

Por que é a resposta certa? Em provas, destaque as palavras-chave: “suspeita” + “meningite meningocócica” + “vigilância/legislação” → regra de ouro: notificar imediatamente em até 24h. Não se espera exame para notificar.

Análise das incorretas:

A – “Notificar apenas após confirmação laboratorial”: incorreta. A legislação determina notificação por suspeita. A confirmação é epidemiologicamente desejável, mas não é condição para notificar.

B – “Aguardar evolução clínica”: incorreta. Postergar atrasa quimioprofilaxia dos contatos e ações de bloqueio. Em meningococo, horas fazem diferença.

D – “Responsabilidade exclusiva do médico”: incorreta. A notificação é dever de qualquer profissional ou serviço de saúde que atenda o caso (MS/Guia de Vigilância), incluindo técnico de enfermagem, que deve notificar ou acionar a equipe para notificação imediata.

Pontos clínicos úteis:

- Sinais de alarme: febre alta, rigidez de nuca, exantema petequial/púrpura, alteração do sensório.

- Confirmaç��o (após notificar): punção lombar com análise do LCR (neutrofilia, hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia), Gram com Neisseria meningitidis (diplococos gram-negativos), cultura/PCR; hemoculturas.

- Conduta clínica inicial: iniciar antibiótico empírico imediato (ex.: ceftriaxona) e isolamento por gotas. Quimioprofilaxia de contatos (rifampicina, ciprofloxacino ou ceftriaxona) conforme MS/Guia de Vigilância e SBP/SBI.

Estratégia para prova: Viu “doença de notificação imediata” (meningococo, sarampo, febre amarela, poliomielite)? Marque notificar em até 24h por suspeita. Cuidado com as pegadinhas “esperar confirmação” e “ato exclusivo do médico”.

Referências essenciais: Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde (edições recentes); Portaria GM/MS nº 1.061/2020 (LNNC); OMS – Meningococcal disease; UpToDate – Bacterial meningitis in adults.

Gabarito: C

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