A questão refere-se ao período reproduzido a seguir. Embor...
Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2026
Banca:
FUNCERN
Órgão:
Prefeitura de Equador - RN
Provas:
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Enfermeiro
|
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Psicólogo |
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Fisioterapeuta |
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Odontólogo |
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Auditor de Controle Interno |
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Veterinário |
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Procurador Jurídico |
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Terapeuta Ocupacional |
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Fonoaudiólogo |
FUNCERN - 2026 - Prefeitura de Equador - RN - Assistente Social |
Q4429008
Português
Texto associado
As questões de refere-se ao texto produzido a seguir.
A paralisação das pesquisas com inteligência artificial
Diogo Cortiz
Paralisar as pesquisas em inteligência artificial (IA) é impraticável e não atende a demandas
urgentes. Esse assunto começou com uma carta publicada pelo instituto Future of Life, assinada por
cientistas e figuras públicas como Elon Musk e Yuval Harari, pedindo que o treinamento de modelos de IA
mais poderosos do que o GPT-4 — robô capaz de gerar textos sobre diversos assuntos — fosse
interrompido por seis meses.
Quando li a carta pela primeira vez, fiquei entusiasmado ao ver a assinatura de alguns acadêmicos
que influenciaram minha pesquisa. Até pensei em assiná-la, não só pelos nomes aos quais faria companhia
mas também porque o avanço da IA me preocupa. A tecnologia trará consequências imprevisíveis nas
dimensões econômica, social, política, cultural e cognitiva.
No entanto, após estudá-la com atenção, mudei de ideia. O conteúdo é superficial e com interesses
latentes. A carta fundamenta seus argumentos em riscos hipotéticos ligados ao "longotermismo", corrente
de pensamento do Vale do Silício que ignora problemas atuais para se preocupar com cenários de futuros
não necessariamente inclusivos.
A carta pergunta se devemos desenvolver mentes não humanas que eventualmente nos superem e
coloquem em risco o controle da nossa civilização, um questionamento com importância especulativa, mas
não aborda temas imediatos, como algoritmos discriminatórios, anotação de dados com mão de obra
barata, coleta global massiva de dados e concentração de poder.
A proposta de pausar o treinamento para conter uma possível IA super-humana desvia o foco do
debate global com ênfase em transparência, responsabilidade e regulação. Além disso, seis meses não
seriam suficientes nem para iniciar a discussão. É curioso observar que a OpenAI já esperou seis meses
antes de liberar acesso ao seu modelo GPT-4, mas ainda assim não divulgou qualquer informação técnica
sobre a IA ou os dados utilizados no treinamento.
O problema não está na pesquisa e treinamento de IA em si, mas no seu uso comercial sem
transparência e regras. Estamos no berçário dos modelos amplos de linguagem (GPT-4, LaMDA, entre
outros) e é fundamental continuarmos com as pesquisas para entender o seu funcionamento, melhorar suas
capacidades, reduzir seus erros e aumentar o alinhamento com os interesses da sociedade. Isso demanda
pesquisas e treinamentos adicionais, porque não adianta discutir critérios éticos e de segurança sem saber
como aplicá-los.
Além disso, pausar o treinamento em IA é impraticável devido à acirrada competição não só entre
empresas do Vale do Silício, mas também entre nações. Embora a carta não especifique uma fronteira
geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência. A China, por exemplo, tem
preocupações, regras e objetivos diferentes.
Em vez de pedir a suspensão, precisamos demandar transparência e responsabilidade das
organizações enquanto debatemos orientações e critérios para a liberação dos modelos, com foco em
consequências imediatas. A IA tem potencial para criar novos paradigmas sociais, econômicos e afetivos;
por isso não podemos deixar que o futuro da humanidade seja desenhado por meia dúzia de empresas.
O que precisamos são regulações que imponham transparência e exijam que as organizações
documentem e divulguem, no mínimo, os dados de treinamento e arquitetura de seus modelos. No Brasil,
temos outras preocupações adicionais, como a coleta de dados de brasileiros e a concentração de poder
nas mãos de poucas empresas do exterior. Nenhuma dessas questões será aprofundada com uma pausa
nas pesquisas.
Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 23 ago. 2024. (texto adaptado)
A questão refere-se ao período reproduzido a seguir.
Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência.
É correto afirmar que esse período é composto por
Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência.
É correto afirmar que esse período é composto por