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Q3650215 Farmácia
Em uma farmácia comunitária, um paciente com doença crônica recém-diagnosticada demonstra dificuldade para compreender horários e intervalos de sua prescrição. Qual a conduta adequada para garantir qualidade no atendimento?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Assistência farmacêutica na dispensação com foco em comunicação clara, verificação de entendimento e registro das orientações para promover uso seguro e adesão ao tratamento em doenças crônicas. Diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde enfatizam linguagem simples, técnica do “teach-back” e documentação como padrão de qualidade.

Alternativa correta: B — Explicar a posologia em linguagem simples, checar entendimento e registrar no sistema.

Justificativa: Em pacientes com baixo letramento em saúde, a comunicação deve ser clara, objetiva e adaptada (ex.: “1 comprimido de manhã e 1 à noite”, usar pictogramas/calendário). A técnica teach-back (“poderia me explicar como vai tomar?”) confirma a compreensão e reduz erros de uso. O registro das orientações faz parte do processo de cuidado (documentação clínica/nota SOAP), garantindo rastreabilidade e continuidade do atendimento. Referências: OMS – Adherence to Long-Term Therapies; Ministério da Saúde – Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica; CFF nº 585/2013 (atribuições clínicas) e nº 586/2013 (prescrição farmacêutica).

Análise das alternativas incorretas

A — “Etiqueta padrão e agilidade”: prioriza velocidade, não qualidade. Etiquetas genéricas não resolvem a dificuldade de compreensão e podem perpetuar erros. Diretrizes recomendam conselhamento ativo e verificação de entendimento, não apenas rotulagem.

C — “Encaminhar ao médico para nova prescrição técnica”: aumenta barreiras e usa linguagem técnica que piora o entendimento. O farmacêutico tem competência para orientar e adaptar a comunicação mantendo a prescrição vigente, acionando o médico apenas quando houver necessidade clínica específica.

D — “Ajuste espontâneo do horário”: alterar horários sem avaliação pode comprometer eficácia/segurança (p. ex., intervalos inadequados para anti-hipertensivos, antibióticos, insulina). Qualquer adaptação deve respeitar intervalos terapêuticos, considerar farmacocinética e, quando necessário, ser pactuada com o prescritor.

E — “Bula como fonte exclusiva”: bulas têm linguagem técnica e não substituem o aconselhamento. Devem ser material complementar. A OMS e o ISMP recomendam linguagem simples, materiais ilustrados e confirmação de entendimento.

Estratégia de prova: Identifique palavras-chave como “dificuldade para compreender” e “qualidade no atendimento”. Prefira opções que incluam: comunicação clara + checagem do entendimento + registro. Desconfie de alternativas que terceirizam a responsabilidade, alteram prescrição sem critério ou delegam tudo à bula/etiqueta.

Referências essenciais: OMS (Adherence to Long-Term Therapies), Ministério da Saúde – Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica (2014-2021), CFF 585/2013 e 586/2013, ISMP Brasil – Comunicação efetiva com pacientes.

Gabarito: B

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