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Q3650207 Farmácia
Em farmácia, idosa com insuficiência renal leve recebe prescrição de antibiótico padronizado no município. O atendente consulta a guia oficial para confirmar dose e ajustes. Marque a conduta adequada para a dispensação segura.
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Gabarito comentado

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Tema central: Assistência Farmacêutica na dispensação segura de antibióticos em idosos com insuficiência renal, com ênfase em ajuste de dose por função renal, duração do tratamento e interações medicamentosas.

Gabarito: D

Por que a D é a correta? Em pacientes com depuração renal reduzida, muitos antibióticos exigem ajuste por faixa de depuração (ClCr/eGFR) e, às vezes, alteração do intervalo ou da dose. A conduta técnica é consultar a guia oficial (municipal/estaduais, RENAME, protocolos) para: (1) posologia por faixa de ClCr, (2) duração adequada e (3) interações relevantes (p.ex., com IECA/diuréticos/NSAIDs – “triple whammy”; warfarina; metformina). Isso está alinhado a referências como UpToDate, The Renal Drug Handbook, Sanford Guide, OMS (Model Formulary) e diretrizes do Ministério da Saúde para Atenção Básica e uso racional de medicamentos.

Estratégia de prova (passo a passo): • Confirmar fármaco padronizado → • Estimar ClCr (Cockcroft–Gault) ou eGFR → • Consultar guia para dose/intervalo por faixa de depuração e duração → • Checar interações e contraindicações → • Registrar orientação e, se necessário, comunicar o prescritor.

Análise das alternativas incorretas

A – “Manter dose de referência” e orientar hidratação não garante segurança. Dose padrão pode causar acúmulo e toxicidade (p.ex., beta-lactâmicos – neurotoxicidade; aminoglicosídeos – nefro/ototoxicidade). Hidratação é medida geral, mas não substitui ajuste por ClCr (UpToDate, KDIGO CKD).

B – “Fracionamento empírico” sem respaldo da guia é intervenção não padronizada, com risco de subdosagem (falha terapêutica/resistência) ou superexposição (toxicidade). Boas práticas exigem ajuste baseado em evidência, não em tentativa e erro.

C – Trocar por “marca com bula mais detalhada” não resolve. A dispensação deve seguir a padronização municipal e fontes oficiais de dose por função renal. Bula comercial é heterogênea e não substitui protocolos assistenciais e guias clínicas.

E – Ajustar intervalo “com base em relato prévio” é subjetivo e inseguro. Intervalo/dose devem seguir faixas de depuração da guia. Experiência individual do paciente não é critério técnico.

Pegadinhas da questão: • “Hidratação” e “experiência prévia” soam cuidados, mas não substituem cálculo de ClCr/eGFR e consulta à guia. • “Bula mais detalhada” ≠ melhor conduta; o padrão é seguir protocolo institucional. • Ajuste deve considerar dose/intervalo, duração e interações simultaneamente.

Dicas práticas: Em idoso, estime ClCr (Cockcroft–Gault) com peso adequado; verifique se o antibiótico é principalmente renal (p.ex., amoxicilina, cefalexina) ou hepático (p.ex., azitromicina, doxiciclina – geralmente sem ajuste). Sempre avalie interações e sinais de toxicidade.

Referências: UpToDate (Drug dosing in CKD), The Renal Drug Handbook, Sanford Guide, OMS Model Formulary, Ministério da Saúde – Protocolos de Assistência Farmacêutica e RENAME.

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