Na distribuição diária de medicamentos, os itens que precis...
Gabarito comentado
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Tema central: transporte de medicamentos termolábeis na cadeia fria, com foco em acondicionamento, monitoramento e rastreabilidade para manter a faixa de temperatura (geralmente 2–8 °C) até o destino.
Alternativa correta: C — Empregar caixas térmicas higienizadas (preferencialmente qualificadas/validadas), com gelo reciclável/placas eutéticas pré-condicionadas, registrador eletrônico de temperatura (data logger) e identificação por lote e validade. Este conjunto garante: isolamento térmico eficaz, estabilidade de temperatura, monitorização contínua (com registros e alarmes para excursões), e rastreabilidade da carga. Está em consonância com Anvisa (RDC 304/2019 – BPDAT; guias de qualificação de transporte), Ministério da Saúde/PNI (Manual da Rede de Frio) e OMS/WHO (Vaccine Management Handbook – EVM), que exigem embalagens validadas, uso de PCM/placas eutéticas e registros de temperatura durante todo o percurso.
Por que as outras estão incorretas?
A — Caixas plásticas comuns com gelo comum derretem, molham rótulos/embalagens e podem congelar produtos sensíveis (pontos frios), além de não permitir controle fino da temperatura. “Recibo ao final” não substitui registro contínuo da temperatura nem a documentação de rastreabilidade exigida.
B — “Sacolas térmicas leves” raramente são qualificadas para manter 2–8 °C pelo tempo necessário; apresentam desempenho térmico inferior, sem validação ou posicionamento adequado de placas eutéticas e sem data logger. Agilidade de rota não compensa a ausência de controle e evidência de temperatura.
D — “Rota mais curta sem checagem” viola a premissa fundamental da cadeia fria: monitorização. Diretrizes exigem medição e registro da temperatura do início ao fim, com ações em caso de excursões. Tempo de transporte é relevante, mas nunca substitui controle documentado.
E — “Unificar frascos de diferentes vias” para “ganhar espaço” aumenta risco de erro de medicação, dificulta rastreabilidade (lote/validade), e pode gerar contaminação cruzada ou incompatibilidades de acondicionamento. A organização deve priorizar segregação, identificação clara e segurança, não otimização de volume.
Estratégia de prova: Ao ver “cadeia fria”, procure termos como caixa térmica qualificada, placas eutéticas, data logger e rastreabilidade. Desconfie de “gelo comum”, “sacola térmica”, “sem checagem de temperatura” e “otimização de espaço” sem controles.
Referências essenciais: Anvisa RDC 304/2019 (Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte); Ministério da Saúde/PNI – Manual da Rede de Frio (atualizações recentes); WHO Vaccine Management Handbook (EVM); USP <1079> Good Storage and Distribution Practices.
Gabarito: C
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