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Q3955242 História
Apesar da situação extrema de opressão sob a qual viviam os escravos, as condições para a organização de uma revolta eram muito difíceis... Nas cidades existiam muitas das condições objetivas favoráveis para a organização de uma revolta, como maior mobilidade, liberdade de movimentos, facilidade para a comunicação [...]; no entanto, as melhores condições de vida e a expectativa de uma vida melhor e da própria obtenção da liberdade não motivavam os escravos a arriscar tudo em uma revolta, o que poria sob risco as chances pacíficas de se obter liberdade, por meio da emancipação.
ROSSI, R. A. As Revoltas de Escravos na Roma Antiga e o seu impacto sobre a Ideologia e a Política da Classe Dominante nos Séculos II a.C. a Id.C.: Os casos da Primeira Guerra Servil da Sicilia e da Revolta de Espártaco. Universidade Federal fluminense (Dissertação de Mestrado em História). Niterói, RJ: UFF, 2011. p.194. (Adaptado).


A análise apresentada no texto-base convida a uma reflexão sobre os determinantes das ações coletivas dos escravos na Antiguidade Romana.
Com base nessa análise e pelos estudos históricos sobre o tema, é correto inferir que 
Alternativas

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Gabarito: C

O que precisava saber: Era necessário perceber que o texto não trata a revolta escrava como consequência automática da opressão. Ele mostra que, nas cidades, embora houvesse melhores condições objetivas para articulação, a expectativa concreta de obter liberdade por vias legais ou pacíficas funcionava como fator de contenção social. Assim, a adesão a revoltas dependia também de cálculo de risco e das perspectivas individuais de mobilidade.

Critério decisivo: O ponto decisivo é que, no meio urbano, a possibilidade de emancipação por meios legais ou pacíficos reduzia o incentivo para participar de uma revolta, pois essa escolha poderia comprometer trajetórias individuais de obtenção da liberdade.

Tema central: Escravidão e revoltas na Roma Antiga: fatores sociais, políticos e individuais que influenciavam a adesão ou contenção de ações coletivas escravas.
Análise das alternativas
A
Errada
A base afirma que as cidades ofereciam melhores condições objetivas para articulação de revoltas, como mobilidade e comunicação, mas isso não garantia automaticamente eclosão nem sucesso. O erro da alternativa é transformar condição favorável de organização em resultado inevitável.
B
Errada
A base rejeita a ideia de rebelião escrava como fenômeno homogêneo. Ela destaca que havia expectativas diferenciadas e cálculo estratégico, inclusive a esperança de emancipação por vias pacíficas, o que impedia tratar todos os escravos como igualmente impulsionados pela miséria extrema e pela ausência total de perspectivas.
C
Certa
A alternativa C reproduz a tese central da base: a possibilidade de alforria por meios legais atuava como contenção social, especialmente entre escravos urbanos. Isso se liga diretamente ao fundamento de que as cidades ofereciam condições objetivas favoráveis à organização, mas não produziam adesão automática à rebelião, porque os escravos avaliavam os riscos de perder chances pacíficas de liberdade e mobilidade individual.
D
Errada
A alternativa contraria diretamente a base ao afirmar que a emancipação era praticamente inexistente e que a revolta seria a única alternativa racional para todos. A base sustenta justamente o contrário: a emancipação por vias legais ou pacíficas era uma possibilidade concreta capaz de desestimular a revolta.
E
Errada
A base não sustenta que a liderança das revoltas fosse preferencialmente rural nem que os urbanos carecessem completamente de consciência política. Ao contrário, ela reconhece que o meio urbano oferecia condições objetivas favoráveis à organização, o que impede essa negação da capacidade de articulação dos escravos urbanos.
Pegadinha da questão
A armadilha está em confundir melhores condições objetivas de organização, presentes nas cidades, com disposição automática para a revolta. O texto enfatiza que a expectativa de alforria legal ou pacífica podia desmobilizar a ação coletiva, mostrando que opressão e possibilidade de rebelião não produziam uma resposta uniforme.
Dica para questões semelhantes
  • Diferencie condições materiais favoráveis à organização de uma revolta e motivação efetiva para aderir a ela; a base mostra que uma coisa não implica automaticamente a outra.
  • Observe se a questão reconhece expectativas diferenciadas entre os escravos; quando há chance concreta de emancipação, isso pode funcionar como fator de contenção social.
  • Desconfie de alternativas que tratem a ação escrava como homogênea, porque a base destaca cálculo de risco, contextos distintos e perspectivas individuais de mobilidade.

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