Apesar da situação extrema de opressão sob a qual viviam os...
ROSSI, R. A. As Revoltas de Escravos na Roma Antiga e o seu impacto sobre a Ideologia e a Política da Classe Dominante nos Séculos II a.C. a Id.C.: Os casos da Primeira Guerra Servil da Sicilia e da Revolta de Espártaco. Universidade Federal fluminense (Dissertação de Mestrado em História). Niterói, RJ: UFF, 2011. p.194. (Adaptado).
A análise apresentada no texto-base convida a uma reflexão sobre os determinantes das ações coletivas dos escravos na Antiguidade Romana.
Com base nessa análise e pelos estudos históricos sobre o tema, é correto inferir que
Gabarito comentado
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Gabarito: C
O que precisava saber: Era necessário perceber que o texto não trata a revolta escrava como consequência automática da opressão. Ele mostra que, nas cidades, embora houvesse melhores condições objetivas para articulação, a expectativa concreta de obter liberdade por vias legais ou pacíficas funcionava como fator de contenção social. Assim, a adesão a revoltas dependia também de cálculo de risco e das perspectivas individuais de mobilidade.
Critério decisivo: O ponto decisivo é que, no meio urbano, a possibilidade de emancipação por meios legais ou pacíficos reduzia o incentivo para participar de uma revolta, pois essa escolha poderia comprometer trajetórias individuais de obtenção da liberdade.
- Diferencie condições materiais favoráveis à organização de uma revolta e motivação efetiva para aderir a ela; a base mostra que uma coisa não implica automaticamente a outra.
- Observe se a questão reconhece expectativas diferenciadas entre os escravos; quando há chance concreta de emancipação, isso pode funcionar como fator de contenção social.
- Desconfie de alternativas que tratem a ação escrava como homogênea, porque a base destaca cálculo de risco, contextos distintos e perspectivas individuais de mobilidade.
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