Considerando a leitura do segundo parágrafo do texto, bem co...
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Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda gramática normativa com foco em verbo abundante (variação de particípio), além de exigir interpretação de texto e identificação de funções sintáticas.
Análise da alternativa correta (C):
"É coerente com o contexto e correto do ponto de vista gramatical o uso da expressão 'ter exprimido' em lugar de 'estar exprimindo'."
Aqui, o verbo “exprimir” é um verbo abundante, com dois particípios: exprimido (regular) e expresso (irregular). Conforme a norma-padrão, com os auxiliares ter e haver utiliza-se a forma regular (exprimido), e com ser e estar, a forma irregular (expresso). Contudo, estar exprimindo funciona como locução no gerúndio, indicando ação contínua; já ter exprimido indica ação concluída. No contexto, ambas funcionam corretamente, conforme a intenção comunicativa do autor, sendo gramaticalmente possíveis (Bechara, 2009; Cunha & Cintra, 2008).
Análise das alternativas incorretas:
A) "Eis" introduz e conecta a ideia posterior ao primeiro parágrafo, estabelecendo coesão. Dizer que não assume papel articulador está incorreto.
B) “Ser contrário” significa ter posição oposta; “contrariar” é agir contra. Trocar um pelo outro altera o sentido da frase.
D) "haver" no sentido de existir é verbo impessoal e deve ser usado no singular: há, nunca “podem haver”. Exemplo da norma-padrão: “Há problemas” (e nunca “Haviam problemas”).
E) O termo “que” é pronome relativo, mas trocá-lo por “a qual” exigiria ajuste de concordância e redação, pois a frase ficaria “a noção à qual o descendente...”, mudando estrutura e clareza.
Estratégia de prova:
Atenção ao contexto verbal e à equivalência de termos. Sempre questione trocas que envolvem tempos ou modos verbais, aplicação dos pronomes relativos e o papel dos conectores/ofícios textuais.
Referências: Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo.
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Comentários
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Alguém poderia explicar a letra E, por favor...
a noção que o descendente de estrangeiros, portador de sobrenome não-português, é menos brasileiro.
Seria porque o é é um verbo de ligação e não um verbo transitivo que pede complemento (OD ou OI)?
Alguem poderia explicar por que o "QUE" da alternativa E não é classificado como pronome relativo?
Gabarito C.
Quanto a letra E,analisei da seguinte forma: o "que" é, de fato, pronome relativo, porém não poderia ser substituído por "o qual" em função da regência de "noção", isto é, quem tem noção, noção de que.... Logo, "o qual" tornaria a oração errada no ponto de vista da regência.
Povo,
A palavra noção é regida pela preposição acerca de, de ou sobre. sei que isso não agrega nada à letra E. Mas vejam que falta um verbinho nesse periodo, portanto, não teriamos como ser PR, pois faltaria a oração principal. sendo assim, ACREDITO que o termo exerce a função de complemento nominal.
Se estiver falando bobage, peço chamar no inbox para que eu corrija o comentário.
abs
Então, aparentemente, na "E" o "que" é conjunção integrante do complemento nominal.
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