A partir das ideias do fragmento “muita gente vive dele e pa...
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Gabarito comentado
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Tema central da questão: Uso correto de regência verbal e pronomes relativos, com foco na articulação coesa das ideias de um texto.
O fragmento analisa como o preconceito persiste na sociedade e é combatido apenas por poucos, destacando quem “vive dele e para ele” e quem luta contra. A compreensão correta passa por identificar as relações estabelecidas por meio de preposições exigidas por certos verbos—ponto essencial em redação oficial e em padrões da norma culta, conforme as gramáticas de Bechara e Cunha & Cintra.
Justificativa da alternativa correta (B):
“Trata-se do preconceito, do qual e para o qual muitos vivem, mas contra o qual poucos lutam.”
A alternativa B está em completo acordo com a regência verbal e o uso apropriado dos pronomes relativos. A construção respeita:
- Viver de/preconceito: “viver do (de + o) preconceito” – a preposição “de” está corretamente presente.
- Viver para/preconceito: “viver para o preconceito” – a preposição adequada foi usada e está ligada corretamente ao pronome relativo “o qual”.
- Lutar contra/preconceito: “lutar contra o preconceito” – uso exato da preposição “contra”.
O emprego do relativo “o qual” após preposições, como ensina Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”), confere clareza e aderência à norma culta.
Análise das alternativas incorretas:
- A e C: Usam “para e do qual”, o que gera ambiguidade e incorreção sintática. Não se emprega “para e do qual” para mesma referência sem repetição da preposição antes de pronomes compostos.
- D e E: Usam “de que” e “para que”, formas inadequadas nesse contexto, pois o correto é “do qual” e “para o qual” quando o antecedente é masculino e exige clareza formal (Cunha & Cintra).
Estratégia de prova: Dê atenção às preposições que os verbos exigem e sempre observe se, após preposição, o relativo “o qual” está corretamente empregado. Na redação oficial, isso evita ambiguidade e garante clareza no texto, como orienta o Manual de Redação da Presidência da República.
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Comentários
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Trata-se do preconceito, do qual e para o qual muitos vivem, mas contra o qual poucos lutam.
REESCRITA:
Trata-se do preconceito, muitos vivem do preconceito e muitos vivem para o preconceito, mas poucos lutam contra o preconceito.
Eita banca chata..
o problema é que a letra b torna o período polissindeto. o que na norma culta não é aconselhável pela repetição desnecessária de conectivos.
Não é problema de polissíndeto. Ocorre que um único pronome relativo não pode ser regido por PREPOSIÇÕES DIFERENTES, porque acarreta quebra de paralelismo sintático. Repare que eu posso viver DO preconceito e PARA o preconceito, ou seja, eu lancei mão de duas preposições diferentes, porque DO PRECONCEITO tem função de objeto indireto (sim, viver pode ser vti) e PARA o preconceito tem função de adjunto adverbial de finalidade.
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