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Texto: AÇÚCAR ENCONTRADO NO ESPAÇO? O QUE ESSA DESCOBERTA PODE NOS ENSINAR SOBRE A ORIGEM DA VIDA


Bibi Bailas


Você já imaginou que um tipo de açúcar pudesse existir entre as estrelas? Foi exatamente isso que um grupo de cientistas descobriu.

Usando radiotelescópios capazes de detectar moléculas muito distantes da Terra, eles identificaram um açúcar chamado eritrulose em uma enorme nuvem de gás e poeira da nossa galáxia.

Mas calma! Isso não significa que existam doces flutuando no espaço e muito menos que encontraram vida extraterrestre.

O espaço entre as estrelas não é completamente vazio. Ali existem gases, poeira e diversas moléculas. Quando essas partículas ficam sobre pequenos grãos de poeira cósmica, podem acontecer reações químicas, mesmo em temperaturas extremamente baixas, próximas de −250°C.

Essas reações conseguem formar moléculas cada vez mais complexas. A eritrulose é uma delas. Ela pertence ao grupo dos açúcares, compostos feitos principalmente de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Mas por que isso é importante? Porque os açúcares são essenciais para a vida como conhecemos. Eles participam da produção de energia nas células e fazem parte da estrutura de moléculas importantes. Além disso, outros açúcares, como a ribose, compõem o RNA, uma molécula fundamental para todos os seres vivos.

Os cientistas acreditam que, há cerca de 4 bilhões de anos, cometas e asteroides bombardearam a Terra primitiva. Se esses corpos carregavam moléculas orgânicas produzidas no espaço, eles podem ter ajudado a enriquecer nosso planeta com alguns dos ingredientes necessários para o surgimento da vida.

Isso quer dizer que a vida veio do espaço? Ainda não sabemos. A descoberta não prova essa hipótese. Ela mostra apenas que alguns dos blocos químicos usados pela vida podem se formar naturalmente fora da Terra, sem a participação de nenhum organismo. Essa diferença é muito importante.

Uma molécula orgânica não é um ser vivo. Assim como tijolos não formam uma casa sozinhos, os ingredientes da vida precisam passar por muitas outras etapas até que surja uma célula.

Nos últimos anos, os astrônomos já encontraram álcool, amônia, aminoácidos e dezenas de outras moléculas orgânicas no Universo. Agora, a lista ganhou mais um integrante.

Cada nova descoberta ajuda os cientistas a responder uma das maiores perguntas da humanidade: como a vida começou?

Talvez a resposta não esteja apenas na Terra. Pode ser que parte dessa história tenha começado muito antes, em pequenas partículas de poeira viajando entre as estrelas.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibibailas/2026/07/acucar-encontrado-no-espaco-o-queessa-descoberta-pode-nos-ensinar-sobre-a-origem-davida.shtml. Acesso em 24/07/2026  
“O que essa descoberta pode nos ensinar sobre a origem da vida”. Nesse trecho do título do texto, as duas palavras em destaque podem ser classificadas respectivamente, do ponto de vista morfológico, como: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No trecho “O que essa descoberta pode nos ensinar sobre a origem da vida”, “essa” determina “descoberta” e “sobre” introduz uma expressão nominal de assunto; logo, as classes são substantivo e preposição, respectivamente, e o gabarito é D.

Tema central: Classificação morfológica contextual
Análise das alternativas
A
Errada
Erra as duas classificações: em “essa descoberta”, a palavra “descoberta” é núcleo nominal, não verbo; “sobre” introduz uma expressão nominal com valor de assunto, funcionando como preposição, não como conjunção.
B
Errada
Acerta a classificação de “sobre” como preposição, mas classifica indevidamente “descoberta” como verbo. Sua relação com o verbo “descobrir” não determina sua classe neste trecho: acompanhada de “essa”, a palavra nomeia um acontecimento e funciona como substantivo.
C
Errada
Acerta a classificação de “descoberta” como substantivo, mas erra ao considerar “sobre” uma conjunção. No trecho, “sobre” não conecta orações: introduz a expressão nominal “a origem da vida”, estabelecendo relação de assunto.
D
Certa
A alternativa D reconhece as duas classes na ordem solicitada. “Descoberta” funciona como substantivo porque nomeia o acontecimento referido e recebe a determinação de “essa”. Já “sobre” funciona como preposição porque introduz o assunto acerca do qual a descoberta pode ensinar algo, sem conectar orações.
Pegadinha da questão
Associar “descoberta” ao verbo “descobrir” e classificá-la como verbo, ignorando seu emprego nominal; ou considerar “sobre” uma conjunção apenas porque estabelece uma ligação.
Dica para questões semelhantes
  • Classifique a palavra pelo emprego no trecho: em “essa descoberta”, observe o núcleo nominal determinado pelo demonstrativo.
  • Verifique o que o elemento de ligação introduz: neste caso, “sobre” introduz uma expressão nominal, não conecta orações.
  • Separe classe gramatical de valor semântico: “sobre” é preposição e expressa assunto nesse contexto.

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Comentários

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GAB: D

 "descoberta" Substantivo

Na frase “O que essa descoberta pode nos ensinar...”, a palavra está acompanhada do pronome demonstrativo "essa", atuando como um substantivo feminino (o nome dado ao ato ou efeito de descobrir algo).

"sobre" Preposição

É uma preposição essencial que liga a ação de ensinar ao seu tema, estabelecendo a ideia de assunto ("a respeito de").

I - Por que "descoberta" NÃO è verbo, nesta frase?

Pois vem acompanhada de um pronome demostrativo (essa, esta, aquela);

Além disso, o núcleo do sujeito nunca será um verbo, e, nesta frase, o "essa descoberta funciona como m núcleo do sujeito.

II - Por que "sobre" é preposição?

Pois ela está ligando seu verbo regente (ensinar) ao objeto (sentido da vida)

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