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A triagem clínico-epidemiológica de potenciais doadores de ó...

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Q4196877 Medicina
A triagem clínico-epidemiológica de potenciais doadores de órgãos e tecidos constitui etapa crítica na segurança transplantacional, exigindo avaliação criteriosa de agentes infecciosos com potencial de transmissão ao receptor imunossuprimido. Determinadas infecções apresentam elevada relevância biológica devido à persistência tecidual, neurotropismo ou resistência aos mecanismos usuais de inativação microbiológica, influenciando diretamente os critérios de elegibilidade do doador. Considerando os aspectos microbiológicos e regulatórios envolvidos na seleção de doadores, destaque a alternativa correta:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na triagem infecciosa do doador, o ponto decisivo é identificar agentes com potencial de transmissão ao receptor e difícil eliminação/inativação; nesse cenário, as doenças priônicas se destacam porque os príons são resistentes aos métodos convencionais de esterilização e inativação biológica.

Tema central: Doenças priônicas na doação
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque infecção viral sistêmica aguda tem alta relevância na seleção do doador. O risco microbiológico transplantacional decorre da possibilidade de viremia e transmissão ao receptor imunossuprimido, e não depende da presença de instabilidade hemodinâmica no doador.
B
Errada
Está errada porque neurotropismo não significa confinamento absoluto ao sistema nervoso central. Vírus neurotrópicos podem circular no sangue ou estar presentes em outros tecidos, de modo que o tropismo preferencial não elimina o risco de transmissão por órgãos sólidos.
C
Errada
Está errada porque a utilização de órgãos de doadores com sorologia positiva para retrovírus não é definida prioritariamente pela estabilidade clínica do receptor. O critério primário é o risco infeccioso relacionado ao agente e os critérios técnicos de elegibilidade do doador, não a condição clínica do receptor como fator decisivo inicial.
D
Certa
A alternativa D está correta porque as doenças priônicas representam contraindicação à doação pelo potencial de transmissão por tecidos e órgãos e pela resistência dos príons aos métodos convencionais de esterilização e inativação biológica. Esse perfil compromete a segurança transplantacional do receptor imunossuprimido.
E
Errada
Está errada porque a investigação microbiológica do potencial doador tem finalidade predominante de segurança infecciosa, isto é, reduzir a transmissão de infecções ao receptor. Compatibilidade imunológica pertence a outro eixo da avaliação transplantacional e não é a finalidade principal da triagem microbiológica.
Pegadinha da questão
A banca mistura conceitos para testar se o candidato separa risco infeccioso transmissível de outros aspectos do transplante: estabilidade hemodinâmica do doador, neurotropismo, condição clínica do receptor e compatibilidade imunológica não substituem o critério central de segurança microbiológica.
Dica para questões semelhantes
  • Na triagem infecciosa do doador, priorize o potencial de transmissão ao receptor imunossuprimido, mesmo quando o doador está clinicamente estável.
  • Não interprete tropismo como restrição anatômica absoluta; tropismo preferencial não exclui transmissão por sangue, órgãos ou tecidos.
  • Separe segurança microbiológica de compatibilidade imunológica: microbiologia busca risco infeccioso transmissível.
  • Quando a questão destacar resistência à inativação e persistência tecidual, pense em príons como contraindicação relevante à doação.

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