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No contexto das cefaleias secundárias, o padrão de cefaleia ...

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Q4196876 Medicina
No contexto das cefaleias secundárias, o padrão de cefaleia crônica progressiva exige elevada suspeição clínica devido à possibilidade de associação com processos expansivos intracranianos, distúrbios da dinâmica liquórica e afecções infecciosas ou inflamatórias do sistema nervoso central. A caracterização semiológica adequada e o reconhecimento dos sinais de alarme possuem relevância decisiva na estratificação diagnóstica e definição da urgência investigativa. Sobre esse quadro clínico, é correto afirmar:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é reconhecer o padrão de cefaleia secundária por hipertensão intracraniana/redução da complacência intracraniana: cefaleia progressiva, geralmente pior pela manhã e agravada por tosse, esforço ou Valsalva; como o enunciado destaca processo expansivo intracraniano e distúrbio da dinâmica liquórica, esse conjunto sustenta a alternativa A.

Tema central: Hipertensão intracraniana
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve o padrão semiológico clássico de cefaleia por aumento da pressão intracraniana ou comprometimento da complacência intracraniana. Quando a complacência está reduzida, pequenos aumentos de volume intracraniano geram elevação desproporcional da pressão, o que explica a cefaleia progressiva, diária, a piora matinal e a exacerbação durante manobras que elevam a pressão intracraniana, como tosse, esforço e Valsalva. Esse é exatamente o perfil que deve acender suspeita para processo expansivo intracraniano ou distúrbio da dinâmica liquórica.
B
Errada
Está errada porque a ausência de alterações focais no exame neurológico não exclui nem reduz substancialmente a probabilidade de hipertensão intracraniana por lesão expansiva. Lesões de crescimento lento ou fases iniciais podem manifestar-se apenas com cefaleia e sinais gerais, sem focalidade evidente. Portanto, exame neurológico sem déficit focal não afasta gravidade nesse contexto.
C
Errada
Está errada porque distúrbios da pressão intracraniana não se caracterizam predominantemente por estabilidade temporal da dor. O padrão relevante aqui é progressão temporal da cefaleia, com aumento de frequência e/ou intensidade ao longo do tempo, o que é compatível com causa secundária estrutural ou aumento progressivo da pressão intracraniana.
D
Errada
Está errada porque vômitos e alteração do nível de consciência são sinais de alarme compatíveis com hipertensão intracraniana ou outro acometimento encefálico secundário, não a correlação clínica predominante das cefaleias primárias trigêmino-autonômicas. Nessas cefaleias primárias, a característica dominante é dor com sinais autonômicos cranianos; rebaixamento do sensório não é a associação típica e exige investigação de causa secundária.
E
Errada
Está errada porque cefaleias secundárias por distúrbios intracranianos não vasculares frequentemente pioram com tosse e esforço físico. Essas manobras elevam transitoriamente a pressão intracraniana; quando há redução da complacência, a dor se exacerba. Logo, a alternativa inverte um sinal clássico em vez de descrevê-lo corretamente.
Pegadinha da questão
A banca explora a falsa segurança de considerar exame neurológico sem focalidade como argumento contra hipertensão intracraniana e, ao mesmo tempo, testa se o candidato reconhece piora matinal e por Valsalva como sinais clássicos de cefaleia secundária por efeito de massa ou distúrbio liquórico.
Dica para questões semelhantes
  • Em cefaleia crônica progressiva, procure primeiro sinais de hipertensão intracraniana: piora matinal, progressão temporal e agravamento por tosse, esforço ou Valsalva.
  • Não use ausência de déficit focal como critério para afastar lesão expansiva ou hipertensão intracraniana.
  • Vômitos e rebaixamento do nível de consciência devem ser lidos como sinais de alarme de cefaleia secundária, não como associação predominante de cefaleia primária.
  • Se a alternativa descreve estabilidade temporal da dor em um quadro de suspeita estrutural, a tendência é estar incompatível com o padrão cobrado.

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